Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Maia diz que texto pode não passar

17 de janeiro de 2018

A pouco mais de um mês da data prevista para a votação da reforma da Previdência, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-RS), afirmou que o governo manterá o cronograma e segue em busca de votos. No mesmo dia, porém, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que “não há otimismo” em relação ao tema e que é difícil o texto passar. O vicepresidente da Casa, Fábio Ramalho (PMDB-MG), fez coro e afirmou que as negociações não avançaram.

A expectativa do governo é votar o texto entre os dias 19 e 21 de fevereiro. A discussão da reforma, contudo, inicia antes mesmo do Carnaval, no dia 5 de fevereiro. São necessários 308 votos para aprovar o projeto. Para Marun, houve avanços nas últimas semanas.

“A estratégia do governo é conseguir os votos. Não tem plano B. O plano A é colocar a reforma da Previdência em votação em fevereiro”, destacou Marun.

Segundo o ministro da Secretaria de Governo, houve avanço nas últimas semanas, mas ele não revelou o número de votos que o governo já garantiu. “É um processo de conquista de votos. O momento hoje é muito melhor do que tínhamos em dezembro. Não temos o número de votos suficientes, mas vamos ter até o dia 19 de fevereiro” disse, após encontro com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Segundo o peemedebista, a mudança acontece porque os parlamentares, antes preocupados com o impacto eleitoral de um voto favorável à reforma, veem agora o clima em suas bases mudar favoravelmente.

“O que vejo como mudança concreta e positiva é o aumento do nível de informação das pessoas em relação à reforma. Os parlamentares tinham preocupação com possíveis reflexos eleitorais, mas, ao contrário do que muitos pensavam, ao chegarem em suas bases, foram recebidos com manifestações consistentes pró- reforma”, afirmou Marun.

Em Washington, Rodrigo Maia reafirmou sua posição. “Eu não posso ir para nenhum ambiente no Brasil ou no exterior e mentir. Já tem muito político mentiroso no Brasil, né? Acho que chega. Está na hora de a gente falar a verdade, e a reforma da Previdência não é uma votação simples”, afirmou.

A declaração ecoou entre aliados. Fábio Ramalho, que além de vice-presidente da Câmara é amigo do presidente Michel Temer (PMDB), afirmou que Maia está “coberto de razão”. “Realmente, não se avançou para se ter os votos. Não acredito na reversão do quadro. A gente que tem que falar a verdade. A reforma é necessária, mas o governo não tem feito seu dever de casa. Se não votar em fevereiro, não vai votar, porque não tem clima para a vitória”.

Nesse último ponto, otimistas e pessimistas concordam. Fevereiro é visto como prazo máximo para aprovar a reforma, inclusive pelo governo.

A proposta aguarda análise do plenário desde maio do ano passado. Por se tratar de Proposta de Emenda à Constituição são necessários pelo menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados para a reforma ser aprovada pelo plenário, em dois turnos.

Rodrigo Maia participa até amanhã de encontros oficiais com autoridades, políticos e empresários nos Estados Unidos e México. O presidente da Câmara afirmou que, a partir de semana que vem, vai se reunir com todos os líderes e parlamentares para checar “se está muito longe ou muito perto de votar essa reforma”.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

Notícias