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Mãe sofre com carga tributária

7 de maio de 2009




Os produtos mais consumidos no Dia das Mães têm grande parte de seus preços formados por impostos. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o item com a maior carga tributária é o forno de micro-ondas. Nada menos do que 59,37% do preço são impostos. Entre outros destaques da pesquisa aparecem itens como jóias, com 50,44% de impostos; óculos de sol, com 44,18%; e bolsa de couro, 41,52%.

A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns itens fez reduzir um pouco o preço final. O carro popular, por exemplo, tinha carga tributária de 37,55% em 2008 e depois da isenção do IPI passou para 33,83%. Já nos produtos da chamada linha branca, a diferença foi menor. O preço final do fogão de quatro bocas tinha 29,54% de tributos no ano passado e agora tem 27,28%. No caso da geladeira, o percentual passou de 37,88%, em 2008, para 36,98%, depois da isenção.

“A redução do IPI é uma medida benéfica para os contribuintes, mas é direcionada a uma parcela da população. No caso dos veículos, por exemplo, não são todos os contribuintes que têm condições de comprar um carro. Se o governo quiser atingir toda a população, deve alterar os tributos que incidem em todos os produtos, como o PIS, o Cofins e os incidentes sobre a folha de salários”, considera o diretor técnico do IBPT, João Eloi Olenike.

Saindo de uma loja num shopping do Recife, onde comprou uma panela de pressão para presentear a mãe, a técnica de enfermagem Joseilda Protásio não tinha idéia de que R$ 14,27, dos R$ 39,90 pagos pela mercadoria são impostos. “É um absurdo! Eu não sabia que era esse percentual. A gente não tem como saber quanto de imposto está pagando em cada produto”, avalia.

Dúvida – O mesmo desconhecimento de Joseilda é compartilhado pelo professor André Aquino. Ainda em dúvida sobre o que comprar para presentear a mãe no próximo domingo, ele considera difícil compreender a composição dos preços e principalmente saber o impacto dos impostos no preço final. “Cada produto tem uma alíquota diferente. A gente sabe que o percentual é alto, mas não sabe fazer esse cálculo”, reclama.

Ao ser informado que dos itens pesquisados, os livros estão entre os que têm a menor alíquota de tributos, Aquino animou-se com esta opção de presente para a mãe. “Mesmo assim, acho que livro deveria ser isento de imposto”. Tanto o professor, quanto a técnica de enfermagem, gostariam de ver detalhados na hora da compra a composição dos preços e o percentual de impostos que estão pagando. Para André Aquino, a medida faria o consumidor mais consciente na hora da compra, inclusive para cobrar a aplicação destes recursos.

Depois dos livros, o item com menor tributação é o buquê de flores: 17,71%. No caso dos eletrodomésticos, como batedeira e liquidificador, o imposto equivale a 34,30% do preço final. Já os sapatos, são taxados em 36,17%, enquanto as roupas pagam 34,17%.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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