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Lula atrela crise ao reajuste do funcionalismo

19 de março de 2009

 


RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrelou ontem o reajuste do funcionalismo público a um arrefecimento da crise financeira mundial. “Nós temos um acordo, a minha ideia é cumprir esse acordo. Eu só não cumprirei o acordo se houver anormalidade”, disse ao ser indagado sobre a possibilidade de veto ao reajuste escalonado que foi negociado no ano passado.

Segundo ele, a decisão só vai ser tomada em junho, quando o reajuste deveria ser aprovado para ser repassado ao funcionalismo. “É que eu não gosto de tomar medidas precipitadas. Se tem uma coisa que não cabe na minha cabeça é ficar com medo do que vai acontecer amanhã. Eu não tenho medo precipitado, eu tenho medo premeditado. Mas como eu só vou ter que decidir no mês de junho, por que eu tenho que ter pressa agora””, indagou o presidente.

Lula também recorreu à sua experiência sindical para aproximar sua intenção do desejo dos funcionários públicos em receberem o reajuste. “Tenho toda a vontade de cumprir o acordo, porque como eu vim do movimento sindical, eu sei o quanto é bom a gente cumprir as palavras, cumprir os acordos que a gente tem e que a gente faz com os empresários, com os trabalhadores. Então, a minha ideia é cumprir”, disse, completando que “torce” para que a crise financeira passe logo: “Deus queira que volte à normalidade logo, para que a gente não tenha que mexer em nada.”

POUPANÇA

O presidente também comentou ontem possíveis mudanças na correção da poupança. Ele disse que é preciso ver “com cuidado” a questão. Anteontem, nos Estados Unidos, ele afirmara que as regras da caderneta poderiam mudar para proteger o pequeno investidor. Lula declarou que o governo não pode permitir que os pequenos investidores tenham prejuízo na caderneta de poupança.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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