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Lula adia decisão sobre tributo para mês que vem
20 de dezembro de 2007
BRASÍLIA (Folhapress) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou para o próximo ano a adoção de medidas para cobrir o rombo de R$ 38 bilhões com o fim da CPMF, determinou que elas devem se concentrar em cortes de gastos, mas não descartou um aumento marginal de alíquotas de tributo. A decisão do presidente tem como objetivo acalmar o mercado financeiro e evitar, agora, medidas que sejam consideradas um pacote de maldades do governo neste fim do ano.
Em reunião de quase duas horas, ontem, no Planalto, Lula disse, ainda, que não vai propor a recriação da CPMF, nem quer tratar de novos tributos. Segundo ele, ficou claro que o governo não tem maioria constitucional para adotar tal medida. O presidente se reuniu, na manhã de ontem, com sua equipe econômica, quando ordenou que os primeiros estudos se concentrem em cortes de gastos. Depois, quer uma reavaliação do comportamento das receitas em 2008. Só então, segundo ele, o governo deve analisar aumento de alíquotas de tributos para fazer um ajuste final do Orçamento. Lula orientou que, nesse caso, a opção deve recair sobre tributos que podem ser elevados sem aval do Congresso.
Segundo a reportagem apurou, a avaliação da equipe é que algum aumento de alíquota terá de ser feito, mas essa decisão ficará para janeiro. E, seguindo orientação do presidente, será o menor possível para ter baixo impacto no setor produtivo.
Antes da reunião, a equipe econômica fechou estudo indicando cortes de gastos da ordem de R$ 20 bilhões e um ganho de receita de R$ 12 bilhões com o aumento da alíquota de três tributos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).
Fonte: Folha de Pernambuco
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