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Listas de Procons ajudam consumidor

26 de março de 2013
Em listas recorrentes, Procons do País inteiro tradicionalmente costumam relacionar as empresas mais reclamadas, para fazer diagnósticos e tentar resolver problemas entre companhias e consumidores. Agora os rankings reúnem não só lojas físicas. Há até listagens específicas de sites problemáticos.
 
O Procon São Paulo passou a publicar uma relação de 200 sites que, diz a entidade, deveriam ser evitados pelo consumidor. Em Pernambuco não se chega a tanto: a lista trata apenas de um levantamento de reclamações.
 
Segundo o Procon-PE, já foram mais de 17 mil queixas este ano. A entidade apresenta as 20 mais reclamadas, embora não haja diferenciação nos casos em que o número de queixas é relativamente pequeno diante da grande base de clientes de algumas companhias. A Celpe lidera, com 712 queixas, seguida da Claro (711) e Telemar Norte Leste, com o Oi fixo (645).
 
"A partir das queixas dos consumidores, verificamos as empresas mais reclamadas e convidamos para uma conversa em que as companhias se comprometem a melhorar os serviços. Dessa forma, procuramos resolver o problema de vários consumidores e não casos isolados", diz o coordenador do Procon-PE José Rangel.
 
O gerente jurídico do Procon-PE, Roberto Campos, reforça que o ranking alerta para cuidados que o consumidor deve ter antes da compra. "Essas informações auxiliam o consumidor a conhecer o perfil da empresa. A lista não aponta simplesmente a empresa errada, até porque nenhum fornecedor está imune a um descumprimento de alguma determinação da relação de consumo."
 
Rangel lembra que, após o levantamento desse tipo de dados, por exemplo, o Procon-PE buscou as empresas de telefonia para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a melhoria dos serviços. Das 20 mais reclamadas, cinco são telefônicas, um setor que em número de empresas no ranking só perde para bancos e financeiras, presentes em oito posições. "As mais reclamadas são também as que têm os maiores bancos de clientes", pondera Rangel.

Fonte: Jornal do Commercio

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