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Juros sobem e afetam a região
23 de janeiro de 2016O CMN é o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional e tem a responsabilidade de formular a política monetária e do crédito, para que o país desenvolva com moeda estável. A alta patente do CMN é a mesma que tenta equilibrar as contas do governo federal: os ministros da Fazenda e do Planejamento, respectivamente Nelson Barbosa e Valdir Simão, além do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
O presidente em exercício da Fiepe, Ricardo Essinger, reforça que a medida é o oposto de qualquer possibilidade de desenvolver, gerar emprego e refletir na renda da população. “A taxa de juros de financiamento de produção não deve ser vista como a taxa de juros de mercado, que vem sendo usada para controlar a inflação de consumo. Os fundos constitucionais precisam de juros mais baixos para que as indústrias aumentem a produção e elevem a oferta. É isso que puxa o preço para baixo. E no momento em que a produção está em queda, vem outra surpresa para piorar a situação. Isso é péssimo”, argumenta.
Ainda segundo o presidente, o único sentido do fundo se perdeu. “O FNE foi criado criado em 1989 para garantir condições mais favoráveis para financiar investimentos produtivos no Nordeste (BNB) e minimizar as desigualdades regionais. O Banco do Nordeste entrou no processo e é estratégico. Sem isso, o que pode acontecer é o enfraquecimento do próprio BNB, que vai continuar existindo, mas sem poder de fazer política regional”, ressaltou.
Um memorial foi publicado ontem nos veículos de comunicação para chamar a atenção sobre o tema e é o início de um pleito para que a taxa retorne a um patamar palatável. “Políticos precisam tomar conhecimento e devem integrar esse protesto das federações dos estados. É uma questão geral e exige maior, engajamento”, afirmou Essinger, citando que o alerta foi dado há meses e que ficou claro recentemente quando a arrecadação do Brasil fechou 5% menor em 2015 no comparativo com 2014. “Isso é resultado da queda da produção. Com essa taxa de juros nova, vai cair ainda mais”, disse. Por meio da assessoria de imprensa, o Banco do Nordeste afirmou que “a decisão sobre taxas de juros cabe ao Conselho Monetário Nacional” e o Banco Central, que responde pelo CMN, não comentou o assunto.
Fonte: Diario de Pernambuco
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