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Juro de cartão sobe mais que Selic

4 de abril de 2014

AApesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter aumentado a os juros básicos da economia (Selic) em 3,75 pontos percentuais ao longo dos últimos 12 meses, de 7,25% para 11% ao ano, a taxa média cobrada do consumidor avançou bem mais: foram 8,55 pontos no mesmo período, de 88,61% para 97,16% ao ano, segundo um estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). A entidade avaliou seis linhas de crédito. Algumas subiram num ritmo bem maior, como a do cartão de crédito (23,56 pontos, de 192,94% para 216,5% ao ano.

Os juros do empréstimo pessoal em bancos avançaram abaixo da média das seis linhas analisadas, mas também superou a alta da Selic, pois passou de 41,42% para 47,64% – um incremento de 6,18 pontos percentuais. 

“Destacamos que, por conta da maior competição no sistema financeiro após os bancos públicos terem reduzido mais fortemente suas taxas, é possível que algumas instituições financeiras possam manter inalterados os juros das operações de crédito”, ressalvou Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac.

Peso
A mais recente alta da Selic ocorreu na última quarta-feira, de 10,75% para 11% ao ano. Isoladamente, esse ajuste não acarretará um aumento muito grande nas linhas de crédito. Nos cartões, a parcela mensal de juros de uma operação de R$ 3 mil no crédito rotativo passará de R$ 302,40 para R$ 303, segundo a Anefac. 

Embora possa parecer pouco, é preciso levar em conta que o que pesa no bolso é o custo total do financiamento. E as taxas do crédito rotativo dos cartões tem um custo elevadíssimo: 216,5% ao ano.

Por isso, o os educadores financeiros frisam que o uso desse instrumento é extremamente desaconselhável, e o consumidor deve procurar sempre pagar à vista o total da fatura. Nada de rotativo.

Fonte: Diario de Pernambuco

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