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Juro cai, mas ainda é imoral

26 de maio de 2017

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito desabou 67,8 pontos percentuais de março para abril, informou ontem o Banco Central (BC). Com isso, a taxa passou de 490,3% para 422,5% ao ano. O "forte" recuo da taxa do rotativo foi resultado direto das novas regras de migração da modalidade, que começaram em abril.

O juro do rotativo ainda é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC, batendo até mesmo a do cheque especial. Dentro dessa rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular passou de 431,1% para 296,1% ao ano de março para abril.

Nesse caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.

Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 528,7% para 524,1% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro subiu 3,1 ponto percentual de março para abril, passando de 158,5% para 161,6% ao ano. Nessa rubrica, o parcelado normal, que reúne operações feitas originalmente no próprio parcelado, viu sua taxa passar de 158,5% para 161,6% ao ano.

Já a taxa do parcelado migrado, que diz respeito a operações que passaram do rotativo para o parcelado após 30 dias de inadimplência, foi de 151,2% ao ano em abril. Este é o primeiro mês em que o Banco Central divulga o dado referente ao parcelado migrado.

Em abril, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos.

A intenção do governo com a nova regra é permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recue, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

MEDIDA PROVISÓRIA
A Câmara aprovou na madrugada desta quarta­feira (24) a Medida Provisória (MP) 764, que autoriza aos lojistas cobrarem preços diferenciados em seus produtos de acordo com a forma e o prazo do pagamento.

A MP iria expirar na semana que vem e, caso não fosse aprovada até o dia 1º, perderia a validade. O texto seguiu para análise do Senado.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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