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Juiz endurece com acusados

19 de novembro de 2014

O juiz da 13ª Vara Federal do Paraná, Sérgio Moro, que responde na primeira instância pelo processo da Operação Lava Jato sobre corrupção e pagamento de propinas a diretores da Petrobrás, decidiu ontem à noite, transformar em preventiva a prisão temporária de seis dos 11 suspeitos que estão presos. São eles o ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, e cinco executivos de empreiteiras.

Os executivos são: Ricardo Ribeiro Pessoa (presidente da UTC), José Aldemário Pinheiro Filho (presidente da OAS), Mateus Coutinho de Sá Oliveira (funcionário da OAS em SP), João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa) e Dalton Santos Avancini (presidente da Camargo Corrêa).

Outras 11 pessoas presas na operação serão libertadas, mas ficam proibidas de deixar o País. Também não poderão mudar de endereço sem autorização judicial. Seis outros executivos já tinham prisão preventida decretada desde a sexta-feira.

Moro também determinou ao BC a quebra do sigilo bancário de 16 dos 23 presos da nova etapa da operação policial. Entre estes, Renato Duque e executivos das empreiteiras.

PROPINA

Em depoimento à Polícia Federal, o vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, afirmou ontem ter pago R$ 8 milhões ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

As informações foram dadas por Marcelo Leonardo, advogado da Mendes Júnior, que acompanhou o depoimento na PF em Curitiba, onde o executivo está preso. O montante, afirmou, foi depositado em contas de empresas de Youssef entre julho e setembro de 2011.

O advogado afirmou que seu cliente foi inicialmente apresentado a Youssef pelo deputado federal José Janene (PP-PR) e que o doleiro exigia o dinheiro para o diretor da Petrobras. Janene morreu em 2010.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse que a Executiva anterior e atual do partido desconhece o pagamento de propinas com participação de Janene. O advogado de Youssef, Antônio Figueiredo Basto, disse desconhecer o teor do depoimento. E o advogado de Paulo Roberto Costa, João Mestieri, replicou: "Repudio com veemência as alegações. É pura fantasia".

Fonte: Jornal do Commercio

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