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Já somos mais de 200 milhões

30 de agosto de 2013
BRASÍLIA – Em quatro décadas, a população brasileira dobrou e o País já passa os 200 milhões de habitantes. Ao contrário do rápido crescimento do passado, no entanto, a tendência agora é que a população aumente num ritmo cada vez menor até que, em 2043, começará a diminuir. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado ontem, em 1º de julho o País tinha 201.032.714 habitantes. O recorde populacional, em 2042, será de 228,350 milhões e em 2060 a população terá caído para 218,173 milhões. Na esteira do crescimento, Pernambuco chegou à marca de 9,2 milhões de habitantes.

A marca dos 200 milhões de brasileiros foi alcançada em 2 de dezembro, estimam técnicos do IBGE. O número está acima do divulgado pelo IBGE em 2012, de 194 milhões. A diferença dá-se porque o IBGE trabalhou em novas projeções a partir de um cálculo que leva em conta as mudanças demográficas reveladas nos Censos de 2000 e 2010, como taxas de fecundidade, mortalidade, expectativa de vida e migração.

 
O País do futuro terá mais idosos que crianças, mais mortes que nascimentos, mulheres que decidem ser mães mais velhas e menos desigualdades regionais. No entanto, corre o risco de criar grandes vazios territoriais, alertou a presidente do IBGE, Wasmália Bivar. "Não se pode transformar o processo de envelhecimento do País em má notícia, é ótima notícia. A queda na taxa de fecundidade e a elevação da expectativa de vida estão associados a índices de desenvolvimento mais elevados. As políticas públicas vão ter de se adequar", disse.
 
A queda no número de brasileiros começará um pouco mais tarde e será mais lenta do que a projeção divulgada em 2008, quando o IBGE previa redução do número de habitantes a partir de 2040. Também houve mudança em relação à expectativa de vida, que aumentou mais devagar do que o previsto inicialmente. Os brasileiros vivem mais, porém não tanto quando o previsto. A previsão de 2008 era de que o Brasil só bateria a marca dos 200 milhões de habitantes em 2015.
 
Associada ao envelhecimento da população, a queda na taxa de fecundidade (média de filhos por mulher) é fator decisivo para a redução no ritmo do crescimento e o futura declínio da população. O Censo de 2010 já apontava que a taxa estava abaixo do nível de reposição, de dois filhos por mulher, que manteria a população no mesmo patamar.
 
Segundo o IBGE, a taxa de fecundidade cairá de 1,87 em 2010 para 1,50 em 2034 e ficará neste patamar até 2060. O acesso facilitado a meios contraceptivos, o aumento da escolaridade e a inserção no mercado de trabalho são as mudanças das últimas décadas que melhor explicam a redução do número de filhos por mulher.
 
O cálculo do número de habitantes de 2000 e de 2010 que constam da projeção são diferentes dos resultados dos Censos desses dois anos. O Censo 2010 apontou 190,755 milhões de habitantes, enquanto a projeção fala em 195,497 milhões. Na análise de técnicos do IBGE, a diferença deve-se ao fato de que as projeções são feitas com base em cálculos matemáticos que levam em conta uma série de variáveis, enquanto o resultado final do Censo reproduz a resposta dos entrevistados. As projeções, afirmam, procuram reduzir as "omissões" dos Censos.

Fonte: Jornal do Commercio

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