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IRPF ficará menor para classe média

28 de fevereiro de 2008

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que o governo promoverá uma alteração na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, reduzindo o recolhimento mensal de parte da classe média. A medida integra o grande pacote que está sendo desenhado para atender vários segmentos da sociedade e facilitar a aprovação da reforma tributária, que será encaminhada hoje ao Congresso Nacional. Uma das idéias em estudo é a criação de novas faixas intermediárias de alíquotas, tornando a tributação mais progressiva. O projeto de desoneração do IR será apresentado na próxima semana.

Hoje, a tabela do IR é dividida em três faixas. Quem cai na primeira está isento. O segundo grupo recolhe na fonte a uma alíquota de 15%. O terceiro, e mais amplo, a 27,5%. Mudanças aplicadas este ano só servirão de base para a declaração entregue em 2009. “O ministro falou que eles (da equipe econômica) estão pensando em fazer uma escadinha (na tabela do IR), com alíquotas intermediárias. Mas não deu detalhes”, informou o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), que na terça-feira participou de reunião na qual Mantega antecipou a intenção.

Ontem, Mantega – que tratou do tema após reunião com empresários – evitou antecipar a fórmula que será adotada. Disse apenas que ela está sendo definida e faz parte de um conjunto de novas desonerações na economia que serão antecipadas devido ao crescimento vigoroso do Produto Interno Bruto (PIB), ao aumento continuado da arrecadação (mesmo sem CPMF) e à perspectiva de aprovação da reforma tributária.

“Estamos estudando alguma mudança no IR, nas alíquotas. Certamente vai beneficiar uma parte da população, que vai pagar menos. Provavelmente na próxima semana já direi quais são as intenções do governo em relação às alíquotas”, informou o ministro.

Mantega lembrou que desonerações já previstas no contexto da reforma tributária são a redução da contribuição previdenciária dos empregadores de 20% para 14% (um ponto percentual entre 2009 e 2015) e a diminuição ou isenção da taxação sobre novos produtos da cesta básica e sobre os investimentos.

Fonte: Jornal do Commercio

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