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Inversão em ponte deixa trânsito fluir

6 de março de 2015

Em tempos de muita defesa de mobilidade para o transporte coletivo e a bicicleta, os motoristas de automóveis ganham um afago no trânsito da área central do Recife. Está em teste desde a semana passada e deverá ser oficializada nos próximos dias a primeira faixa reversível da capital, implantada na Ponte Princesa Isabel, entre a Praça da República e a Rua da Aurora (sentido cidade-subúrbio). As faixas reversíveis são eficientes ferramentas de engenharia de tráfego que ajudam a dar fluidez à circulação, mostram que os gestores do trânsito pensam e ainda são politicamente corretas por serem temporárias e não exigirem obras físicas, caras e demoradas para o transporte individual.

A reportagem acompanhou o início da operação da faixa e, além de ouvir elogios dos motoristas, constatou que a medida tem funcionado. O que antes era solucionado entre 40 e 45 minutos, passou a ser resolvido entre 11 e 15 minutos por causa da inversão de faixas. É o que está acontecendo no trecho entre a entrada da Praça da República e a Rua da Aurora (sentido cidade-subúrbio), local do projeto piloto recifense, por enquanto das 17h30 às 19h.

"Os resultados, de fato, são positivos. Conseguimos esvaziar a caixa (termo técnico para descrever uma determinada área, geralmente um quarteirão, ocupada por carros) entre a Praça da República e a Rua da Aurora bem mais rápido do que antes, quando usávamos uma única faixa para o pesado tráfego que vinha no sentido contrário. É uma operação simples, sem intervenção física, o que é fundamental, mas que exige cuidados. A contratação dos orientadores de trânsito, há mais de um ano, nos ajudou a ter esse fôlego", afirma a presidente da CTTU, Taciana Ferreira.

A Ponte Princesa Isabel já possui uma faixa reversível permanente, exatamente no sentido cidade-subúrbio. O que a CTTU começou a fazer no horário de pico da noite, quando a demanda de veículos é maior nesse sentido, foi inverter o tráfego de uma segunda faixa, antes utilizada na mão contrária, do subúrbio para o Centro. Sendo assim, ficam duas faixas para cada sentido de tráfego. "Percebemos que uma das faixas no sentido subúrbio-cidade ficava ociosa, enquanto havia um volume de veículos maior circulando no sentido cidade-subúrbio, durante o horário de pico da noite. Vamos esperar consolidar e cuidar da sinalização vertical para orientar os motoristas", explica Taciana Ferreira.

As faixas reversíveis funcionam da seguinte forma: uma ou mais faixas de rolamento têm seu sentido de circulação invertido apenas em determinados períodos, normalmente nos horários de pico da manhã e da tarde. A Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo (CET) opera, por dia, 13 faixas reversíveis, sendo cinco exclusivas para ônibus. Já a CET do Rio de Janeiro viabiliza 11 todos os dias.

A operação da faixa reversível na Ponte Princesa Isabel é relativamente simples. Seis orientadores de tráfego e três agentes de trânsito montam e desmontam rapidamente a mudança. Com a consolidação, será necessário implantar placas indicativas do horário de funcionamento e um semáforo para reter a circulação da segunda faixa aberta no sentido cidade-subúrbio. Nos testes, a retenção tem sido feita por um controlador de tráfego e é necessária para evitar a colisão com os veículos que trafegam pela Rua da Aurora. A expectativa da CTTU é implantar a segunda faixa reversível na Ponte da Torre, na Zona Oeste do Recife. Mas ainda não há data prevista.

Fonte: Jornal do Commercio

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