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Internet vira o novo desafio dos lojistas

28 de março de 2013

O fenômeno cultural da internet é hoje a principal preocupação do varejo de loja no mundo. Armados com seus smartphones, os consumidores atualmente usam a ferramenta para procurar o melhor preço. Eles vão às lojas físicas para ter contato direto com o produto e lá eles analisam, sentem, veem os itens e, em boa parte dos casos, voltam pra casa para comprar pelo site. O comportamento já tem até nome, showroaming. É esse desafio que será debatido no dia 7 de abril no Centro de Convenções do JCPM Trade Center, em Boa Viagem. O encontro é organizado pela consultoria GS&MD, como um pós-evento da maior feira de varejo do mundo – ele acontece anualmente em Nova Iorque há mais de 100 anos, organizado pela federação do comércio norte-americano, a NRF (National Retail Federation).

"Há 15 anos a gente organiza missões de executivos e empresários brasileiros para participar dessa feira gigante na cidade de Nova Iorque. Na volta, organizamos a palestra com os principais temas discutidos, para dar oportunidade aos executivos brasileiros que não puderam participar", explica o sócio sênior da GS&MD, Alexandre Horta.
 
Apesar de ainda representar 2% do faturamento do varejo nos EUA, o movimento do consumidor contemporâneo traz novos paradigmas para o setor resolver e se adaptar.
 
Na visão de Horta, o preço é o fator preponderante para o consumidor decidir entre comprar na loja ou pela internet. O desafio é grande porque, além disso, o cliente também escolhe o canal de compra, por outros motivos. "Quando a pessoa escolhe comprar pela internet, ela julga a entrega, a facilidade de compra. No caso do preço, as redes varejistas estão fazendo esforço de manter os preços num patamar de equivalência com a internet", salienta.
 
A perspectiva não é animadora, pois não há uma solução para esse novo comportamento. Portanto, quem tem loja física tem de se adaptar. "Os varejistas precisam trazer formas mais eficientes de vendas e mesclar suas operações com o comércio online. Isso passa por melhoria de atendimento, exposição de produtos e disponibilidade, além de itens exclusivos", diz. A tendência também tem influência direta no negócio dos shoppings centers, que dependem da venda das suas lojas instaladas para movimentar o seu faturamento.
 
Entre os participantes das palestras no Recife está o sócio da GS&MD Alberto Serrentino, consultor em estratégia, marketing, merchandising, vendas e operações de varejo com mais de 20 anos de experiência. Além dele, haverá presença de Luiz Alberto Marinho, outro sócio da consultoria, especializado em planejamento estratégico para shopping centers. E o próprio Alexandre Horta também vai participar. Ele responde por projetos relacionados a logística e tecnologia da informação. O mestre em comunicação e administração Maurício Salvador, que já atuou em grupos como Wal-Mart e Claro, também é um dos participantes.

Fonte: Jornal do Commercio

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