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Inovações como prioridade na Sefaz

28 de novembro de 2007

Desde a criação da Diretoria de Informática, Fazenda inova com implantação de recursos como o e-Fisco, software que unifica processos da secretaria

Foi a partir de 1996, quando teve início o Programa de Modernização das Administrações Fiscais dos Estados Brasileiros (Pnafe) que se começou a pensar numa reestruturação da área de tecnologia da Secretaria da Fazenda. Em 1998, foi criada a Diretoria de Informática da Sefaz e, a partir daí, teve início uma série de trabalhos que resultaram em crescimento, tanto de estrutura física quanto na qualidade dos serviços oferecidos.

Nas primeiras execuções de projetos, foram criadas as áreas como as de desenvolvimento de sistemas, qualidade e testes de sistemas, suporte e segurança, administração de dados e banco de dados. No início, a diretoria contava com 15 funcionários, que ocupavam uma sala num prédio do Centro do Recife. Hoje são mais de 200 pessoas trabalhando em três andares do edifício San Rafael, na Avenida Dantas Barreto.

“Primeiro realizamos um trabalho de revisão de processos na organização da Sefaz para saber como funcionava a Fazenda e em cima disso elaborar redesenhos, melhorias. O levantamento foi iniciado em 1999. Montamos um fluxograma dos processos e depois descrevemos tudo, como se fosse a arquitetura de um prédio. Com esse levantamento, se construiu a arquitetura do sistema”, explica o superintendente de Tecnologia de Informação da Secretaria da Fazenda, Nevton Borba.

Atualmente, a Sefaz dispõe de cerca de 70 serviços para atender os contribuintes e cidadãos na internet. Com a implantação do e-Fisco, software que unifica todos os processos da Sefaz, esse número será ampliado para mais de 100.

“O desenvolvimento do e-Fisco começou em 2002. A partir de 2003, houve a implantação dos dois primeiros módulos: orçamento e plano plurianual (PPA). No total, são 32 processos, dos quais 11 já estão implementados. Até 2008, devemos implantar todos os módulos, de execução financeira e tributária”, garante Borba.

Com o e-Fisco, cada usuário passa a ter uma visão única do sistema. Além disso, existe a criação de perfis associados às funções existentes na organização (estagiários, auditores, atendentes), cada um associado às funcionalidades requeridas para as execuções de suas atividades.

Outra das grandes vantagens do software é o cadastro unificado. Antes da sua criação, a gestão de informações cadastrais de pessoas que se relacionam com a administração pública era realizada em nove bases de dados diferentes. “Isso ocasionava retrabalho, desatualização e divergências nas informações. Com o e-Fisco, alguém que antes tinha até nove cadastros terá apenas um”, esclarece Borba.

Outro serviço disponível é a automação do processo de gestão de documentos, que permite a racionalização entre contribuintes, gráficas e fazenda. “Agora as ações passam a ser executadas totalmente pela internet”, explica a gerente de projetos e sistemas tributários, Ana Paula Serrano.

O secretário da Fazenda, Djalmo Leão, garante a implantação dos sistemas de vertente financeira a partir do dia 1º de janeiro de 2008. “Estamos numa corrida contra o tempo, tanto na consolidação do sistema quanto no treinamento dos gestores públicos do Estado. Aproximadamente mais de 400 servidores que trabalham nessas áreas de secretarias financeiras estão sendo treinados pela Escola Fazendária. Contratamos, estamos treinando o pessoal, afinal de contas será um instrumento usado por toda a administração pública, mas o mentor e a responsabilidade está aqui, na casa. O e-Fisco será um instrumento importantíssimo para Pernambuco. Não temos dúvidas de que alguns Estados vão copiar”, diz.

Para o secretário-executivo da Receita, Roberto Arraes, essas ações representam maior controle dos contribuintes e principalmente da arrecadação. “Será uma grande ferramenta de gestão na área tributária. Esperamos mais eficiência nas ações, nos resultados, a partir da implementação do e-Fisco”, afirma.

Fonte: Jornal do Commercio

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