Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Inflação pega pesado no bolso

9 de julho de 2015

Os preços no Brasil seguem em alta e a Região Metropolitana do Recife tem “colaboração” nessa conta pesada para o bolso do brasileiro. Os produtos que integram os grupos de Transportes e Alimentação foram os grandes responsáveis pelo aumento geral de 0,98% no Recife em junho. Alta da gasolina (6,09%) e vários fatores que atingem a alimentação, como entressafra da cebola (20,16%) e oferta e demanda de itens como frango e carne são justificativas fortes. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, medido pelo IBGE. 
No mês anterior, esse indicador havia acelerado 1,51% na Região Metropolitana do Recife (RMR), quando a energia elétrica teve o maior aumento para o consumidor. No Brasil, o sexto mês do ano teve a maior elevação desde 1996, chegando a 0,79%. A inflação chega perto de 9% quando se considera os últimos 12 meses no país.

De acordo com a gerente de pesquisa do IBGE, Irene Machado, não tem para onde ir. A movimentação da economia enfraquecida tem resultados e reflexos. “A gasolina, por exemplo, teve uma elevação de 6,09% no Recife, seguido pelo etanol (3,04%) e pelas passagens aéreas (2,39%). Os três integram o grupo de Transportes, que apresentou alta de 2,07%. É a terceira maior alta setorial considerando todas as regiões do Brasil”, explica. “O preço médio do litro cobrado no Recife vem crescendo fortemente. Custava R$ 3,29 em maio, passou para R$ 3,49 em junho. Está chegando aos preços médios de outros locais, como Ceará (R$ 3,38), Rio de janeiro (R$ 3,48), Brasília (R$ 3,53) e Bahia (R$ 3,54)”, indica. Se vai continuar aumentando, a gerente esclarece que o índice do IBGE não faz previsões.

Alimentos
O grupo Alimentação apresentou um indicador menor que o mês anterior, quando passou de 2,32% para 0,95%, ainda bastante alto para um segmento essencial para a população, destaca a pesquisadora. “Carne subiu 2,22%. Já frango inteiro e em pedaços subiram acima de 4%, quase nos 5%. Isso já se configura um cenário de baixa oferta de carne que vinha com preços altos e fez a população buscar o frango. 
Com o aumento da procura, também subiu o preço da ave. Além da cebola (20,1%), do pão francês (2,61%), do queijo (1,94%)”, ressalta. “São setores prejudicados pelas entressafras e que dependem de irrigação, diretamente atingida pela energia elétrica alta para o setor produtivo. Os demais dependem de insumos, que estão abalados com o dólar alto”, analisa.

Ainda considerando a energia elétrica, Irene Machado explica que a pancada do serviço no mês de maio (alta de 12%) deu uma aliviada e fechou junho com -1,27%, maior contribuição para puxar o grupo de Habitação para 0,20%, abaixo dos 3,19% de maio. Saúde e Despesas pessoais apresentaram altas semelhantes, cerca de 1,25%. Neste último, o item Jogos de Azar teve 30% de alta: “tempos de crise”, brinca. 

Em âmbito nacional, apesar de junho ser historicamente “calmo”, esse comportamento não se repetiu. A inflação do primeiro semestre fechou em 6,17%, contra 3,75% do mesmo período em 2014. É o maior resultado desde 2003 para o semestre.

Fonte: Diario de Pernambuco

Notícias