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Inflação, enfim, perde força
11 de maio de 2017Ao cair para 4,08%, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) no acumulado em 12 meses atingiu o menor nível em dez anos em abril e voltou a ficar abaixo do centro da meta estabelecida pelo BC, de 4,5% no ano. No Recife, a inflação de abril ficou em 0,49%, ante a taxa de 0,54% registrada em março. Mesmo com a queda registrada de um mês para o outro, o índice na capital pernambucana é a segunda mais alta do País, atrás apenas de Brasília (0,54%).
Voltando ao cenário nacional, o resultado não vinha tão baixo assim desde julho de 2007, quando ficou em 3,74%. Em abril do ano passado, a taxa estava em 9,28% no acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação a março, o índice desacelerou para 0,14%, o menor para o mês desde o início da série histórica em 1994. No ano passado, a taxa havia ficado em 0,61% nesse mesmo mês. Em 2017, o índice acumulado é de 1,10%.
Ao analisar o resultado do mês de abril, Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, afirma que o cenário continua o mesmo. "Temos uma safra agrícola imensa, apesar de ter havido aceleração de preços de alimentos, por fatores sazonais, e uma retração ou não na aceleração dos preços tendo em vista o quadro geral da economia, o desemprego alto e as pessoas evitando consumir, deixando pouca margem para o aumento de preços, avalia. "E, em particular em abril, tem a energia elétrica puxando para baixo, por conta de um desconto pontual da Aneel. Não quer dizer que as pessoas pagarão mais baixo pela energia em maio. Esse desconto superou a aplicação da bandeira vermelha, cobrança extra, nas contas de luz", explica.
Apesar da desacelaração da inflação, Eulina ressalta que, no bolso, o efeito não é tão sentido porque as pessoas ainda continuam pagando mais por produtos e serviços. "Não é que os preços estejam caindo, mas se acomodando num patamar mais baixo."
A redução na taxa do IPCA de 0,25% para 0,14% de março para abril veio das contas de energia elétrica, mais baratas em 6,39%, além dos combustíveis, cujos preços caíram 1,95%. Com a queda nas contas, a energia, responsável pela significativa parcela de 3,5% da despesa das famílias, representou o maior impacto negativo no índice geral no mês, de 0,22 pontos percentuais. Os combustíveis, responsáveis por parcela ainda mais significativa, de 5% da despesa das famílias, vieram em seguida, com 0,10 ponto percentual, já que caíram menos.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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