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Inflação alta exige atenção de investidor

29 de agosto de 2016

Por muito tempo, a poupança foi considerada a melhor forma de fazer o dinheiro render no Brasil. Neste cenário de inflação e juros altos, no entanto, a aplicação perde rentabilidade. Por isso, quem não quer deixar recursos vulneráveis ao risco de desvalorização deve olhar para outras fontes de investimento. Entre as opções mais recomendadas estão os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e o Tesouro Direto, que, por permitirem investimentos de valores baixos, vêm ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros.

“O rendimento da poupança não tem sido suficiente sequer para superar a inflação. Então, se você não quiser perder dinheiro, é interessante conhecer outros investimentos com rentabilidade melhor”, avisa Carolina Ruhman Sandler, especialista em educação financeira do site Finanças Femininas.

Criador do blog Eu Quero Ficar Rico, Rafael Seabra explica que, como a inflação subiu muito, a ponto de passar dos dois dígitos no ano passado, o rendimento da poupança acabou sendo menor que a elevação dos preços. Por isso, nem as vantagens de isenção do Imposto de Renda (IR) e da taxa de administração mantiveram o custo-benefício da aplicação. “Não vale mais a pena investir na poupança por conta da inflação alta. Em2015, por exemplo, a rentabilidade do investimento ficou abaixo de 8% ao ano, já a inflação superou os 10% anuais”, resumiu Seabra.

Não bastasse isso, a poupança ainda é prejudicada pelos juros altos, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “A Selic (taxa básica de juros, que está em 14,25%) baliza todos os investimentos. Então, neste cenário, a poupança perde ainda mais rendimento e acaba sendo indicada apenas para aplicações de valores baixos. Afinal, não é vantajoso fazer pequenos investimentos em títulos de renda fixa visto que os bancos cobram taxas de administração altas”, completou Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Anefac, aconselhando novamente os investidores a procurarem fundos de maior rentabilidade que a poupança.

Os especialistas lembram, porém, que é preciso perceber o próprio objetivo financeiro na hora de escolher a forma de investimento. “O melhor investimento é sempre aquele que melhor se adeque aos seus sonhos”, orienta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingues. É preciso, por exemplo, adequar o prazo da aplicação ao prazo da meta pessoal, já que não faz sentido investir em um título que só vai vencer em cinco anos se, daqui a dois anos, você vai precisar de dinheiro para comprar um imóvel. Da mesma forma, se o objetivo é formar uma reserva de emergência, é necessário escolher uma aplicação que permita resgate a qualquer momento. Além disso, é importante avaliar atentamente as taxas de administração, os juros e os rendimentos de cada título e de cada banco. “Seu gerente não é um consultor financeiro, mas um vendedor de produtos bancários que geralmente são mais vantajosos para o próprio banco”, alerta Seabra.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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