Notícias
Inflação afeta mais a comida
10 de abril de 2014O consumidor está sentindo no bolso, principalmente na hora da feira de comida e bebida, a alta dos preços no País. Segundo o IBGE, a inflação atingiu no mês passado a maior alta referente a março dos últimos 11 anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, divulgado ontem, apontou variação de 0,92%, ficando 0,23 ponto percentual acima do índice de fevereiro, quando a taxa registrada foi de 0,69%.
O principal fator para o aumento foi a seca, que atingiu as lavouras de alguns Estados e prejudicou a oferta de alimentos. Na pesquisa, o grupo Alimentação e Bebidas atingiu alta de 1,92%. Em fevereiro, tinha registrado 0,56%.
Os produtos com maiores aumentos de preço foram batata inglesa (que teve variação de preço de 35,05% em março na comparação com o mês anterior), tomate (32,85%) e feijão carioca (11,81%).
Embora a Região Metropolitana do Recife tenha registrado a menor variação do ranking nacional, 0,52%, os moradores sentem bastante a alta nos preços.
O corretor Paulo Brandão, de 61 anos, conta que há quatro meses gastava cerca de R$ 750 para fazer a feira – ele mora com a filha e a neta – e, hoje, gasta em torno de R$ 1.000. "Estamos tendo que diminuir a quantidade. Uma época era leite que estava caro. Agora é carne e verdura. Ficamos em uma gangorra. Quando carne aumenta, eu compro frango. Quando frango aumenta, vou para o peixe", reclama.
A administradora Cynthia Azevedo, 37 anos, também decidiu reduzir a quantidade de alguns alimentos na feira para economizar. Se antes o purê era de batata, agora é feito com macaxeira ou jerimum, que são mais baratos. "Comecei a fazer as compras da casa há dois meses mais ou menos, quando me casei, e fiquei assustada com os preços."
A reportagem do JC percorreu ontem supermercados localizados na Zona Norte e no Centro do Recife e encontrou o quilo da batata mais barato por R$ 5,89, no RM Express, em Santo Amaro. Em um dos estabelecimentos (Bompreço do Parque Amorim), o preço chegou a R$ 6,98. O quilo do tomate variou entre R$ 3,25 (RM Express) e R$ 6,95 (Extra do Espinheiro). Já o feijão carioca atingiu R$ 3,88 (Bompreço).
Para o vice-presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Djalma Cintra Júnior, além da seca, a variação de preços é causada pela sazonalidade na produção de alguns produtos. Ele avalia que a inflação continuará subindo. "O governo estava dando pouca atenção ao controle da inflação e agora tenta controlar de forma inadequada, represando o preço de combustíveis e energia elétrica".
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]