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Inadimplência sobe em ritmo mais lento

18 de julho de 2013
SÃO PAULO – O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor fechou o primeiro semestre de 2013 com crescimento de 5,6% em relação a igual período do ano anterior.
 
De acordo com o levantamento, divulgado ontem, essa é a menor variação para o período desde 2011, quando a inadimplência do consumidor cresceu 21,6%. Na variação mensal – junho contra maio – o índice registrou retração de 4%. Já na comparação de junho deste ano ante igual mês de 2012 o indicador caiu 3%.
 
Apesar da alta na inadimplência no semestre, na avaliação dos economistas da Serasa Experian o consumidor tem se mostrado mais cauteloso em relação à sua situação financeira e a inadimplência como um todo está perdendo fôlego em decorrência de um conjunto de fatores desfavoráveis ao consumidor, que enfrenta renda menor e juros maiores.
 
"A inflação reduziu o poder aquisitivo e o ciclo de elevação dos juros tem penalizado aqueles que utilizam intensamente o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Diante desse cenário, o consumidor evita novas compras a prazo e prioriza o pagamento e a renegociação das dívidas", afirma a instituição, em nota. O que mais contribuiu para o crescimento do indicador no primeiro semestre do ano foram as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.), Com alta de 12,6%. Já a inadimplência com bancos subiu 1,3%. Os cheques sem fundos e os títulos protestados apresentaram retração, com queda de 9,4% e 1,4%, respectivamente.
 
CONSUMO
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 7,7% em julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com a queda (a sétima consecutiva), o indicador alcançou o menor patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2010 (124,9 pontos). Os sete itens que compõem o indicador apresentaram quedas na comparação anual.
 
Os recuos foram observados nos itens "momento para duráveis", que avalia a intenção para comprar bens de consumo duráveis – caiu 11,1% -, e "perspectiva para consumo", que recuou 11%. Os demais componentes apresentaram as seguintes quedas: compra a prazo (-9,8%), nível de consumo atual (-9%), perspectiva profissional (-8,9%), renda atual (-3,3%) e emprego atual (-1,3%). Segundo nota divulgada pela CNC, "a persistência do maior comprometimento da renda advinda do alto endividamento, e os impactos das manifestações ocorridas nas últimas semanas, influenciaram negativamente o resultado do ICF."
 
A CNC também considera que o comportamento da inflação nos últimos meses, que atingiu em junho uma taxa acumulada de 6,7% em 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), vêm comprometendo o nível de confiança em relação ao emprego e à renda 

Fonte: Jornal do Commercio

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