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Impostos abocanham R$ 900 bilhões
18 de agosto de 2011
Você
já sabe o que estará fazendo às 14h15 de hoje? Talvez voltando do
almoço para mais uma tarde de trabalho. Ou chegando à faculdade
para assistir às aulas. Ou em casa, de férias, curtindo o descanso
merecido. Mas um relógio que não para estará trabalhando. E
marcando mais um recorde. Hoje, 18 de agosto, às 14h15, os
brasileiros chegam aos R$ 900 bilhões pagos em tributos federais,
estaduais e municipais só neste ano. Uma média diária de
aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Cada brasileiro já desembolsou
pouco mais de R$ 4,6 mil no ano.
O Impostômetro – painel
lançado em 2005 em São Paulo e que também está disponível para
os pernambucanos na Faculdade Maurício de Nassau e na internet
(www.impostometro.org.br) – mostra que a marca será atingida em 34
dias a menos que em 2010. No ano passado, os R$ 900 bilhões só
foram alcançados em 21 de setembro. Prova de que a arrecadação vem
acelerando a cada ano. Nos anos de 2008 e 2009, este valor foi
registrado pelo Impostômetro nos dias 7 e 9 de novembro,
respectivamente.
Rogério Amato, presidente da Associação
Comercial da São Paulo, que mantém o Impostômetro em parceria com
o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, destaca, em nota,
o crescimento dos tributos no país. “É preciso que o consumidor
saiba que paga impostos para exigir serviços de qualidade. A
sociedade não aguenta mais pagar tantos tributos. O governo precisa
fazer sua parte e reduzir os gastos.” Com R$ 900 bilhões, é
possível construir mais de 43 milhões de casas populares de 40
metros quadrados ou comprar 4,5 bilhões de cestas básicas.
De
acordo com o IBPT, a previsão é de que, até o fim de 2011, sejam
arrecadados R$ 1,4 trilhão em tributos federais, estaduais e
municipais. Se confirmada, esta montanha de dinheiro será R$ 200
bilhões maior que a paga no ano passado (R$ 1,2 trilhão). Em 2005,
quando o Impostômetro foi lançado, a arrecadação de tributos no
país ficou em R$ 773 bilhões. Ainda segundo o IBPT, os brasileiros
trabalharam 149 dias no ano somente para pagar tributos. Do
rendimento bruto, 40,82% ficaram reservados para os tributos sobre os
rendimentos, o consumo e o patrimônio.
Fonte: Diário de Pernambuco
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