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Imposto mais baixo para conter a inflação

2 de agosto de 2013
Apesar de assegurar que a inflação está sob controle, o governo brasileiro não cansa de adotar mecanismos para segurar os preços. O mais recente foi a redução do Imposto de Importação (II) de 100 produtos, a partir de 1º de outubro. Todos os itens da lista haviam sofrido, em setembro do ano passado, o aumento da alíquota para 25%. Com a medida, a taxa de cada um deles volta à porcentagem anterior a data. O principal objetivo do corte é minimizar os custos da indústria de transformação, que já vem tendo de lidar com um dólar mais valorizado. 
 
A medida foi anunciada no mesmo dia em que a balança comercial registrou mais um rombo histórico — de US$ 1,8 bilhão, em julho —, mesmo com a divisa norte-americana subindo a cada dia, o que ajuda a elevar os custos da indústria que produz com insumos importados. “Essa mudança de alíquota de importação não está preocupada exatamente com o deficit comercial. Ela vai ajudar a diminuir a inflação”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. 
 
O chefe da pasta voltou a assegurar o aumento do custo de vida está controlada. “Quase todos os índices (referentes a isso) estão negativos. A inflação está sob controle e está caindo para um patamar bastante baixo. Portanto, não foi por isso que tomamos essa medida, mas é claro que ela vai ajudar a baixar preços e a diminuir o impacto do câmbio na inflação”, justificou.
 
Outro fator que contribuiu para a redução do Imposto de Importação foram os reajustes feitos pelos fabricantes nacionais de insumos neste ano. Alguns deles, de quase 20%, contribuíram para pressionar os indicadores de preços. “A tendência dessa medida é deflacionária. Ou as indústrias que produzem no Brasil baixam o preço ou haverá uma concorrência internacional”, ressaltou Mantega. 
 
O novo patamar do câmbio, na avaliação de Mantega, favorece a mudança do imposto. O dólar ultrapassou a barreira dos R$ 2,30.  As alíquotas, segundo ele, variavam de 8% a 12% e foram, em sua maioria, para 25%. Agora, voltarão ao patamar anterior.  

Fonte: Diario de Pernambuco

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