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Imposto de Renda 2026: veja o que já dá para fazer agora para chegar no prazo com tudo organizado

9 de fevereiro de 2026

Com o calendário do Imposto de Renda 2026 ainda pendente de divulgação oficial pela Receita Federal, o contribuinte pode, desde já, se preparar para declarar com menos risco de erros, atrasos e pendências. A orientação é do contador, empresário e mestre em Negócios Internacionais André Charone, que atua também como professor e produtor de conteúdo na área de gestão e finanças.

“Quando o prazo abre, muita gente corre atrás de informe de rendimentos, comprovantes e dados que já poderiam estar separados. Quem se antecipa reduz o risco de cair em malha fina por inconsistência simples, e ainda ganha tempo para decidir se vale mais o modelo completo ou o simplificado”, afirma Charone.

A Receita Federal já publicou orientações sobre as mudanças válidas a partir de 1º de janeiro de 2026, com isenção para rendas mensais de até R$ 5.000 e redução gradual do imposto para rendas até R$ 7.350, além de regras de isenção e redutor no cálculo anual.

“Mesmo antes da declaração, essas alterações impactam o desconto do IR no salário e em outros rendimentos. Vale acompanhar holerites e informes para entender o que mudou na retenção”, diz Charone.

Checklist

Segundo o especialista, a preparação mais eficiente é dividir o trabalho em três frentes. A primeira é separar documentos essenciais como informe de rendimentos de empresa, INSS, bancos e corretoras, comprovantes de despesas dedutíveis (quando aplicável), como educação e saúde, recibos e contratos de aluguel, compra e venda de bens e financiamentos.

“Não é só guardar. É organizar por categoria e por CPF, quando envolve dependentes”, reforça.

O segundo passo é deixar o acesso digital pronto. A Receita mantém a entrega por programa e também por ambiente online e app, dentro do serviço “Meu Imposto de Renda”.

“Quem deixa para resolver login em cima da hora costuma perder um ou dois dias só com acesso. Antecipar isso é meio caminho andado”, afirma.

Por fim, planeje o preenchimento com estratégia. A declaração pré preenchida existe e pode ajudar a reduzir digitação e erros, mas exige conferência cuidadosa.

“A pré preenchida é um ótimo ponto de partida, não um carimbo de ‘está certo’. O contribuinte continua responsável por revisar e complementar as informações”, diz Charone. “Minha sugestão é agir como se o prazo abrisse amanhã: deixar documentos e acessos prontos. Aí, quando a Receita publicar o calendário, você só executa”, conclui André Charone.

Fonte: Folha de Pernambuco

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