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Imóvel em escalada de alta

18 de junho de 2013
O preço do metro quadrado no Recife é o sexto mais alto no ranking nacional e deve continuar subindo nos próximos anos. É o que aponta a análise da consultoria econômica Ceplan divulgada, ontem. De acordo com o estudo, a capital pernambucana fica atrás do Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Niterói e Belo Horizonte. Para chegar ao resultado, a consultoria pesquisou preços em sites de busca de imóveis da internet. O valor na capital pernambucana encontrado foi de R$ 5.313 por metro quadrado No Rio, a cidade mais cara do país, o preço médio do metro quadrado é de R$ 9.160. 
 
O boletim mostrou também que a construção civil vive uma longa fase de retomada e registrou, entre 2005 e 2010, um crescimento real de 11,8%. Entre 2011 e 2013, porém, o setor sofreu uma estabilização, mas, os preços continuam em ascensão, principalmente por causa da escassez de terrenos na Região Metropolitana do Recife (RMR). A elevação também pode ser creditada à entrada de novos moradores no estado, que chegam atraídos pelos investimentos em Suape e Goiana e pelo aumento do emprego formal na região.
 
Um dado que comprova o crescimento do setor diz respeito à aquisição e construção de imóveis por financiamento no Brasil. Segundo a análise da Ceplan, em todo o país, este índice foi de 41,5%. No Nordeste, o aumento foi de 63% e em Pernambuco, o número salta para 79,2%. 
 
Para Eduardo Moura, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), não há perspectivas de desaceleração do setor imobiliário no estado. “O Recife tem um déficit muito grande que não foi nem 50% suprido. A tendência agora é a descentralização do mercado, com ascensão de cidades como Camaragibe e São Lourenço”, detalha.
 
Emprego
Para o economista Jorge Jatobá, um dos responsáveis pelo estudo, outro dado relevante da análise foi o aumento do rendimento médio dos recifenses, que passou de R$ 1.321, no primeiro trimestre de 2012, para R$ 1.387 no primeiro trimestre deste ano. “Ainda temos o menor rendimento médio entre as principais metrópoles do Brasil, mas registramos a maior variação nacional nos primeiros meses de 2013, o que aponta uma tendência de recuperação salarial no estado”, afirma.
 
Já a variação do estoque de empregos formais não foi tão positiva para Pernambuco. O estado cresceu, mas ficou abaixo da média regional e brasileira. Enquanto a taxa nacional em relação ao primeiro trimestre de 2012 foi de 2,6% e a regional foi de 1,6%, a taxa pernambucana alcançou apenas 1,5%, deixando o estado com um volume de empregos formais de 1,17 milhão. Número bem abaixo dos 5,5% de crescimento encontrado no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período em 2011. Aqui, o principal problema foi na indústria de transformação. “Claramente é um efeito da refinaria (Abreu e Lima) que já dispensou 90% dos funcionários que estavam trabalhando na construção da planta de Suape”, completa Jatobá. 
 
Saiba mais
Veja o ranking do metro quadrado mais caro do Brasil
 
1 – Rio de Janeiro – R$ 9.160
2 – Brasília – R$ 8.345
3 – São Paulo – R$ 7.192
4 – Niterói (RJ) – R$ 5.701
5 – Belo Horizonte – R$ 5.580
6 – Recife – R$ 5.313
7 – Fortaleza – R$ 5.029
8 – Florianópolis – R$ 4.870
9 – Porto Alegre – R$ 4.650
 
 
Fonte: Ceplan (de acordo com anúncios da internet) 

Fonte: Diario de Pernambuco

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