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Imóveis do Recife na lista dos 5 mais caros
5 de fevereiro de 2013Depois de um 2012 em que os preços dos imóveis prontos anunciados na internet tiveram um reajuste médio de 13,7%, o ano de 2013 começa com uma retração na escalada de valores, registrando um movimento negativo de 0,5%, na média. Os números são do Índice FipeZap, divulgado pela a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal ZAP Imóveis. Mesmo com uma menor pressão inflacionária, o mercado de imóveis prontos no Recife está entre os cinco mais caros do País. Rio de Janeiro é a cidade mais cara, com um metro quadrado (m²) na ordem de R$ 8.711 e o Recife vem depois de São Paulo, Niterói (RJ) e Brasília, com um valor médio de R$ 5.109.
A pequena retração de preços no início do ano tem alguns motivos, avalia o mercado local, mas reforça a tendência de desaceleração dos valores, iniciada no segundo semestre do ano passado. Até maio a pesquisa mostrava reajustes médios acima de 2% ao mês. A partir daí, o mercado de imóveis prontos anunciados passou para uma média de aumentos menores que 1%, até chegar nesse último dado negativo de janeiro.
Para o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), Luciano Novaes, os dados levantados pela Fipe no Recife refletem não apenas uma realidade local, como de todo o Brasil. "Em todos os Estados está acontecendo uma desaceleração nos preços de venda e, por consequência nos preços de locação também", avalia. No seu entendimento, o fenômeno pode ser explicado pelo fato de o mercado não comportar mais os aumentos acima dos índices inflacionários. "No caso do aluguel, os preços estão estáveis há mais de um ano. Só estão sofrendo reajustes aqueles contratos antigos que estão sendo renovados. Para o locador, a hora agora é de tentar manter o bom inquilino e para quem aluga, a hora é de negociar valores melhores", comentou Novaes.
NOVOS BAIRROS
Apesar de o índice mostrar uma retração de preços, esse movimento pode ser entendido também como uma guinada do mercado local para novos bairros, que antes não chamavam a atenção do setor. "A pesquisa da Fipe é uma amostragem. Então, aqueles imóveis que foram anunciados ontem poderiam estar em locais mais valorizados, onde hoje você não consegue encontrar mais. Então, se tem pouca oferta de imóveis em locais bons, as ofertas podem ter passado para locais intermediários", analisa o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Eduardo Moura.
O principal indicador utilizado pelas construtoras locais para avaliar o desempenho do setor é o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) da Fiepe, que vem se mantendo estável nos últimos dois anos numa média de 13% de vendas sobre o total de imóveis ofertados. Ele difere da base de análise do Índice FipeZap porque mostra a realidade dos imóveis que ainda não estão prontos. As construtoras locais conseguem vender 77% dos seus apartamentos até a fase de fundação, ou seja, no início da obra. A responsável pela pesquisa, Danyelle Monteiro diz que o programa Minha Casa, Minha Vida mudou o foco das construtoras, que passaram a procurar bairros mais baratos que antes não apareciam na pesquisa, como localidades de São Lourenço, o Centro de Ipojuca e Peixinhos, em Olinda.
Fonte: Jornal do Commercio
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