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Imobilidade por salário

13 de maio de 2014

Bloquear as vias de acesso ao Complexo Portuário de Suape, atacando a mobilidade do local, parece ter se tornado a tática mais eficiente para os milhares de trabalhadores daquele que é considerado a joia da coroa pernambucana reivindicarem direitos trabalhistas. Nos últimos três anos, pelo menos, a marca registrada deste tipo de estratégia tem trazido prejuízos à economia e muitos transtornos no trânsito do Litoral Sul.

Ontem, um protesto realizado por operários da empresa Emtep Engenharia, prestadora de serviços à PetroquímicaSuape, deu provas de que quem sofre as consequências é a população. O protesto começou tímido e terminou com ônibus queimados e quilômetros de congestionamento. A conclusão é óbvia: fechando as vias de acesso ao porto, pela PE-60 e PE-09, o resultado foi congestionamento gigantesco que atingiu a BR-101, rodovia essencial de escoamento das riquezas do estado. 

Os registros de protestos com interferência na mobilidade de Suape têm sido frequentes nos últimos três anos. Entre 2011 e neste ano, ao menos seis paralisações com bloqueio total das vias de acesso tiveram sérias consequências. Segundo um levantamento do Diario, somadas às horas paradas, os protestos equivaleram a quase 24 horas de interrupções das atividades no porto. Parece pouco, mas é muito diante da quantidade de empresas instaladas em Suape.

O Complexo Industrial Portuário de Suape abriga hoje mais de cem empresas em operação e 50 em implantação. Com isso, são mais de 25 mil empregos diretos e mais de 30 mil na construção civil. Em dias de manifestações, o complexo para. “Quando os funcionários chegam,já estão desgastados. Todos saem perdendo com esse tipo de manifestação”, afirmou o 1º vice-presidente da Federação da Indústria de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger.

Segundo o diretor da R.E.D.E Suape (Relacionamento Estratégico para Desenvolvimento Econômico Social Suape), Leopoldo de Albuquerque, além dos protestos, que se tornaram corriqueiros, existem alguns gargalos fixos, como o viaduto localizado em frente à fábrica da Vitarella, em Jaboatão dos Guararapes.

Fonte: Diario de Pernambuco

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