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Idoso quer seguro. Jovem, celular
19 de janeiro de 2013Veteranos, pessoas com mais de 68 anos, destinam seus recursos financeiros em garantias de segurança para o seu patrimônio. Já os mais novos, que integram a chamada geração Y, com idade até 35 anos, querem mesmo é consumir, principalmente artigos de telefonia. As diferenças nos hábitos de consumo, tão latentes no dia a dia, ganharam caráter de estudo com um levantamento divulgado ontem pela Serasa Experian.
Feito com 1 milhão de consumidores de sua base de dados, consultada por diversas empresas para aprovação de crédito, a análise da Serasa mostrou que todas as faixas etárias destinam a maior parte dos recursos para bancos e financeiras (ver arte ao lado), pois é o caminho mais comum para aquisição de bens de alto valor, como casa e carro. Entretanto, por terem vivenciado momentos econômicos distintos, destinam de maneira diferente o dinheiro que "sobra".
"Foi uma surpresa o resultado. Mostrou que a chamada geração X, entre 36 e 47 anos, que já cresceu recebendo o marketing da televisão, aumenta sua parcela de consumo no varejo e serviços. Já apresentam um descolamento do perfil dos baby boomers, 48 a 67 anos, e dos veteranos – como são identificadas na pesquisa as pessoas com mais de 68 anos. Quem tem até 35 anos compra mais a prazo, valoriza o consumo e é mais suscetível ao marketing da internet e rede sociais", pontuou o economista da Serasa, Carlos Henrique de Almeida.
A explicação é que as pessoas com mais de 48 anos conviveram com tempos difíceis. Assistiram conflitos mundiais, crises econômicas e instabilidades políticas. Por isso, valorizam dar segurança ao patrimônio que acumularam e aplicam dinheiro em seguros (95% são para veículos). Além disso, os veteranos, como passam maior parte do tempo em casa, são os que mais gastam com serviços básicos.
As gerações X e Y abriram os braços para o consumo e para a tecnologia. Os primeiros, destinam para varejo e serviços 21,1% dos seus recursos, enquanto que para o segundo grupo, telefonia (aqui incluídos, celulares, smartphones, tablets, internet, TV por assinatura) representa 22% dos desembolsos. Outra característica é que, ambos, por recorrerem mais às compras parceladas, representam 67,2% de todas as solicitações a bancos e financeiras.
Fonte: Jornal do Commercio
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