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Grupo pede rede de proteção na praia
29 de julho de 2013Sete dias após a trágica morte da turista paulista Bruna Gobbi, 18 anos, vítima do 59º ataque de tubarão na costa pernambucana, e três dias depois de zarpar de Brasília Teimosa, o barco Sinuelo, coordenado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) não capturou nenhum animal até a tarde de ontem. A embarcação fará uma varredura por seis dias e retorna quarta-feira.
“A tentativa não é exata e desde 2004 a captura dos animais está escassa. O problema é que as pessoas pensam que a costa está infestada de tubarões e não se trata disso. Vamos aguardar a volta do barco para saber se teremos novidades”, disse Alexandre Carvalho, presidente do Instituto Oceanário, que mantém um convênio com a Secretaria de Defesa Social (SDS) no trabalho de monitoramento da costa.
Enquanto o Sinuelo vasculhava a costa em busca de tubarões, representantes do movimento ProPesca, grupo independente que também realiza a captura dos bichos, realizaram uma manifestação em frente ao local onde Bruna foi atacada, por volta do meio-dia. O grupo distribuiu panfletos aos banhistas no calçadão, fechou a Avenida Boa Viagem com uma espécie de tela, fazendo um minuto de silêncio em memória de Bruna, e voltou a defender novas ações do governo para evitar novos ataques.
Vítimas
“O protesto foi feito em memória de Bruna e todas as outras vítimas de ataques, para que a sociedade pressione o governo a apresentar uma solução. Não existem culpados, existe o problema que precisa ser solucionado”, disse Bruno Pantoja, engenheiro de pesca e presidente do ProPesca. Charles Araújo, 35, vítima de um ataque de tubarão em 1999, onde perdeu as duas mãos, compareceu ao ato.
“Acho válido esse tipo de iniciativa, mesmo depois de mais uma morte, infelizmente. Até quando teremos que presenciar fatos como este?”, questionou Charles, que é fundador da Associação das Vítimas de Ataque de Tubarão (Avituba). Segundo Pantoja, uma ação imediata que deveria ser implantada pelas autoridades é a colocação de telas duplamente galvanizadas e revestidas em PVC, com sete metros de altura, em um trecho de 10,8 quilômetros da costa, entre o Recife e Olinda.
No local do último ataque e nas proximidades praticamente nenhum banhista se arriscou a entrar na água. Ontem, em São Paulo, houve uma missa em ação de graças na Paróquia Nossa Senhora da Candelária, na Vila Maria, Zona Norte da capital paulista, onde Bruna morava. Hoje, também haverá uma nova missa, desta vez pelo sétimo dia da morte da estudante, onde os amigos usarão camisas estampadas com a foto de Bruna.
Fonte: Diario de Pernambuco
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