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Grupo busca plano integrado
4 de julho de 2014O Instituto Pelópidas Silveira deve apresentar hoje uma série de diretrizes urbanísticas que vão nortear o redesenho do projeto Novo Recife, no Cais José Estelita, no Centro do Recife. E a tônica deverá ser a integração do empreendimento com os bairros do entorno, uma das críticas feitas pelos manifestantes contrários à versão original do complexo imobiliário, que prevê a construção de 12 torres de 21 a 41 andares.
A primeira reunião técnica acontece às 9h, no oitavo andar da Prefeitura do Recife e vai contar com a presença de oito entidades. São esperados o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Católica de Pernambuco, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea) e o Movimento Ocupe Estelita.
O arquiteto Roberto Montezuma, presidente do CAU, afirma que espera uma solução que integre o projeto ao bairro de São José. "O Novo Recife não pode ser uma ilha, e, sim, interagir com o entorno", completa.
Para a urbanista Vitória Régia, do IAB, a prefeitura deve tomar a frente do projeto urbanístico do Novo Recife. "O consórcio responsável pela construção deve ficar apenas com o projeto arquitetônico", sugere.
A advogada Liana Cirne Lins, do Ocupe Estelita, diz ter uma boa expectativa para a primeira reunião técnica. "Isso porque ficou claro, ao longo do último mês, que não se deve levar à frente um projeto segregacionista. Defendemos um empreendimento de uso misto, que não destrua a paisagem e que promova o desenvolvimento sustentável", comenta.
Durante a reunião será elaborado um cronograma para os próximos encontros, que deverão incluir o Consórcio Novo Recife, formado pela Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos.
Apesar de o consórcio não participar da primeira reunião, o representante do empreendimento, Eduardo Moura, afirma que o canal de diálogo com as empresas continua aberto. "Só não podemos compactuar com o que fuja à legalidade", enfatiza.
No último dia 21 de maio o terreno do Cais José Estelita foi ocupado por manifestantes contrários à construção do projeto Novo Recife. Em 17 de junho a Polícia Militar procedeu a reintegração de posse do terreno expedida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Houve tumulto e conflito entre policiais e ativistas. A desocupação terminou com um saldo de 35 feridos e seis pessoas detidas. Os manifestantes passaram a ocupar a área que fica embaixo do Viaduto Capitão Temudo, em frente à entrada do terreno.
Na noite da última segunda-feira (30), um grupo de manifestantes ocupou o saguão da prefeitura, reivindicando participação nas reuniões para discutir os rumos do projeto. Após ordem de reintegração expedida pela Justiça, na noite do dia 1º, os manifestantes desocuparam o prédio. Na última quarta-feira o prefeito Geraldo Júlio comandou a primeira reunião para retomada das negociações.
Fonte: Jornal do Commercio
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