Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

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Greve na Receita ameaça empresas

19 de março de 2008

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil, deflagrada ontem, já está preocupando o segmento empresarial que trabalha com importações e exportações de produtos. Com a paralisação, os serviços de desembaraço de mercadorias nas alfândegas ficam comprometidos, levando os empresários a contabilizarem os possíveis prejuízos com a manutenção das cargas paradas nos terminais e com o conseqüente atraso na entrega das encomendas.

A Acumuladores Moura importa mais de uma vez por semana dois importantes insumos para fabricação de suas baterias, além de trabalhar com a exportação de diversos produtos. As duas matérias-primas trazidas de fora são o chumbo – que vem do México e do Peru – e o separador de polietileno, oriundo da Europa e dos Estados Unidos. “Estamos torcendo para que o bom senso impere. Se a greve se estender ocorrerá um colapso em algumas entregas e teremos que fazer como em outros anos, quando recorremos a uma liminar na justiça para garantir o acesso à mercadoria”, argumentou o diretor.

A situação também é ruim para a distribuidora de alimentos Karnekeijo que importa produtos como batata, carnes e pescados da Argentina, Uruguai, e Noruega, dentre outros países. “Já existe uma grande burocracia para liberar uma mercadoria em dias normais, imagine durante a greve. É o caos. Cada dia com a mercadoria parada custa R$ 400 para manter o contêiner”, define o gerente comercial, Gérson Miranda.

O presidente do Terminal de Contêineres do Porto de Suape (Tecon Suape), Sérgio Kano, complementa, informando que os 30% dos funcionários que estarão em atividade, segundo estipulado pelo movimento grevista, não são suficientes para dar conta de todas as operações de desembaraço. E o resultado da paralisação dos contêineres no pátio do Tecon implicará no aumento de diversos custos.

“Não é bom para ninguém. Os empresários querem ter suas mercadorias liberadas e o pátio abarrotado é ruim, pois o movimento é muito intenso. Teremos que gastar mais combustível e tempo para movimentar as máquinas a fim de rearrumar constantemente o local, por exemplo. Afinal, a movimentação de chegada de produtos continuará a mesma”, justificou Kano. Para o presidente da Delegacia Sindical do Recife, José Maria Luna, os prejuízos listados pelos empresários são uma “conseqüência lógica da greve”.

IMPOSTO DE RENDA

O único prejuízo trazido pela paralisação aos contribuintes é em relação ao serviço de dúvidas das delegacias regionais. A entrega da declaração não sofre impactos, já que mais de 90% são entregues pela internet.

Fonte: Jornal do Commercio

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