Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

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Greve dos auditores tem impacto nas contas

1 de outubro de 2016

Sem reajustes salariais, os auditores fiscais da Receita Federal continuam mobilizados em todo o País. A redução das atividades da categoria – que opera apenas com 30% do contingente e realiza operações-padrão todas as terças e quintas-feiras nas aduanas – tem forte impacto sobre as receitas federais. No último mês de agosto, por exemplo, durante o acirramento das paralisações, a arrecadação da União caiu 18,2%, se comparada ao mesmo período de 2014, quando não houve movimento semelhante. 

O baque no recolhimento de tributos corresponde a R$ 20 bilhões: valor especialmente relevante em um momento de aperto das contas públicas. Em valores corrigidos pelo IPCA, a arrecadação em agosto de 2014, de R$ 110 bilhões, caiu para R$ 90,1 bilhões no mesmo período deste ano. “Os números são graves porque demonstram uma queda sobre o resultado já ruim de 2015, quando o recolhimento já havia sido 10% menor ante agosto de 2014”, contextualizou o auditor fiscal da Receita Federal, Estevão de Oliveira. 

Mas a greve dos auditores não é o único fator que contribui para o arrefecimento da arrecadação. Outros componentes estão envolvidos, entre eles o próprio esfriamento da atividade econômica do País. Porém, a mobilização tem forte influência sobre esses resultados, porque 98% de todos os tributos federais e 70% de tudo o que se arrecada no País passam pelas mãos dos profissionais da categoria. 

“A paralisação traz um prejuízo irrecuperável ao País em um momento de déficit de receitas”, ponderou o presidente do Sindifisco Nacional em Pernambuco, Luis Carlos de Queiroz. 

Em Pernambuco há aproximadamente 200 auditores fiscais e 120 analistas tributários da Receita Federal. A grande maioria aderiu ao movimento nacional, cujas negociações foram iniciadas em 2015 e ganharam força a partir do oitavo mês deste ano.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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