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Greve afeta serviços em caixas eletrônicos

23 de setembro de 2016

A greve dos bancários, que completa 18 dias hoje, está deixando agências fechadas e prejudicando também os atendimentos nos caixas eletrônicos. Em Pernambuco, muitos usuários dos serviços enfrentam dificuldades para fazer transações no auto-atendimento, sobretudo depósitos, além de desabastecimento e da deficiência de terminais em funcionamento. As queixas mais recorrentes dos clientes são os depósitos. Faltam envelopes e caixas eletrônicos que realizem o procedimento. “Eu mesmo fui prejudicado por não conseguir fazer um depósito esta semana”, reclamou o diretor de operações do Sindicato dos Vigilantes de Carros Fortes (SindifortPE), Carlos Azevedo, esclarecendo que a entidade apenas entrega o dinheiro ao banco, o qual tem a responsabilidade de abastecer os caixas eletrônicos.

“O problema ocorre porque os depósitos dependem da atuação de um bancário no recolhimento e processamento interno dos valores”, atesta a Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal. “O prejuízo só não foi maior porque eu ainda consegui fazer meus pagamentos por débito em conta via internet”, comentou a tesoureira Maria Inês Bezerra, enquanto esperava na fila do único auto-atendimento disponível entre os sete instalados em uma agência no Bairro do Recife. “Meu esposo não conseguiu sacar o seguro desemprego porque o caixa eletrônico estava sem dinheiro”, relatou a garçonete Kátia Terumi.

Presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues defende que a sociedade tem outros meios alternativos para realizar operações bancárias, além dos caixas eletrônicos. “Existem também serviços mobile e pela internet, além de correspondentes bancários”, ressaltou. Em Pernambuco, 90% dos aproximadamente 12 mil bancários aderiram à greve, que segue firme, embora a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tenha conseguido liminar obrigando o funcionamento das agências por pelo menos duas horas diárias para atender demandas de ordens judiciais. “Estamos cumprindo a determinação de manutenção de 30% do efetivo e dos serviços. Quanto à questão da OAB, entramos com recurso para derrubar a liminar”, comentou a presidente da entidade. Entre os pleitos, os bancários pedem aumentos de 14,78%, mais segurança e novas contratações.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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