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Governo tem pior déficit desde 1997
30 de agosto de 2017O governo central registrou um déficit primário de R$ 20,152 bilhões em julho, o pior desempenho para o mês da série histórica, que tem início em 1997. O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sucede o déficit de R$ 19,227 bilhões de junho.
O resultado de julho ficou acima das expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de R$ 18,2 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 24 instituições financeiras. O dado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas, que foram de déficit de R$ 25 bilhões a R$ 11,15 bilhões.
Entre janeiro e julho deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 76,277 bilhões, também o pior resultado para o período da série histórica. Nos primeiros sete meses do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 55,693 bilhões
Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 183,7 bilhões – equivalente a 2,84% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de R$ 139 bilhões nas contas do governo central, mas o governo já enviou um pedido ao Congresso Nacional para estender o rombo de 2017 para até R$ 159 bilhões.
As contas do Tesouro Nacional – incluindo o Banco Central – registraram um déficit primário de R$ 6,635 bilhões em julho. No ano, o superávit primário acumulado nas contas do Tesouro Nacional (com BC) é de R$ 20,107 bilhões. No mês passado, o resultado do INSS foi um déficit de R$ 13,517 bilhões. Já no acumulado do ano, o resultado foi negativo em R$ 96,384 bilhões. As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de R$ 77 milhões em julho e de R$ 466 milhões no acumulado do ano até o mês passado.
Explicações
A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, minimizou o resultado, comentando que o déficit ficou próximo das expectativas de mercado e foi apenas 2% superior ao resultado negativo de R$ 19,227 bilhões no mesmo mês do ano passado.
Vescovi lembrou que o Tesouro antecipou R$ 10 bilhões em pagamentos de precatórios no primeiro semestre, justificando o fato de o déficit de R$ 76,277 bilhões no acumulado do ano até julho ser tão maior que o saldo negativo de R$ 55,693 bilhões registrado no mesmo período de 2016. “Descontado esse pagamento antecipado, o déficit primário acumulado em 12 meses está próximo da meta de déficit de R$ 159 bilhões enviada ao Congresso”, afirmou.
sujeitas ao teto
As despesas sujeitas ao teto de gastos aprovado pela Emenda Constitucional 95 subiram 6,2% de janeiro a julho deste ano em relação a igual período de 2016, segundo o Tesouro Nacional. Para o ano, o limite de crescimento das despesas do governo é de 7,2%. Até o mês passado, os gastos consumiram 53,44% do limite definido para 2017. Apesar do enquadramento prévio das despesas do governo federal ao teto, alguns poderes e órgãos estão fora dos limites individualizados – todos devem respeitar o limite de gastos.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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