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Governo prevê alta de 4,2% do PIB em 2013

21 de dezembro de 2013

O governo de Pernambuco aposta que a economia estadual vai continuar a crescer acima da média nacional e manter patamar na casa de 4%. Para este ano, a previsão é que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha expansão de 4,2% e avance entre 4% e 4,5% em 2014. As projeções são da Agência de Planejamento e Pesquisas (Condepe/Fidem). A crença é motivada pela provável recuperação da agropecuária, com a chegada das chuvas e a trégua da seca, e a sinalização de melhoria no setor industrial. O exercício de 2014 também vai contar com a movimentação econômica da Copa do Mundo e das eleições.

"Também esperamos que o IBGE comece a captar informações sobre as novas indústrias que se implantaram no Estado, a exemplo do Estaleiro Atlântico Sul e da PetroquímicaSuape. Esses números ainda não estão participando da formação do PIB", observa o presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima. Os grandes empreendimentos vão fazer com que a indústria recobre peso no PIB do Estado, passando de cerca de 17% para 25% de participação.

Em 2012, o valor do PIB pernambucano fechou em R$ 112,3 bilhões e para este ano a projeção é que fique em R$ 120 bilhões. No balanço do acumulado de 2013, o valor chega a R$ 90,3 bilhões. A economia estadual acelerou o ritmo a partir de 2010, quando fechou com taxa de crescimento recorde de 9,3%. Em 2011, a alta foi de 5,7%, caindo para 3,7% em 2012 e com previsão de ficar nos 4% em 2014 e 2015.

Na última quinta-feira, a Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento divulgou a 15ª edição da Análise Ceplan, fazendo um balanço de 2013 e apontado as perspectivas para 2014. O time de economistas aposta num arrefecimento do crescimento da economia, motivado pelo período de transição que o Estado vai enfrentar com a desmobilização de operários nas grandes obras e a maturidade da operação das novas indústrias. A Ceplan estimou em 2% o crescimento do PIB Estado em 2013 e entre 2,5% e 3% para o próximo ano, numa aposta de que Pernambuco deverá acompanhar o desempenho nacional.

"A Condepe/Fidem, órgão de estatística e planejamento do Estado, acompanha os números de perto e está em constante diálogo com o IBGE (que apura e divulga as contas regionais). Se no acumulado do ano já estamos com uma taxa de 4,2%, a tendência é encerrar o exercício nesse patamar, porque o último trimestre do ano é tradicionalmente mais aquecido", explica Lima.

A cada 10 anos, o IBGE faz uma revisão da metodologia do PIB e anualmente pode incluir novos setores na análise. A expectativa é ver o PIB inflar com setores que prometem turbinar a economia.

Fonte: Jornal do Commercio

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