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Governo pode adiar votação

2 de maio de 2017

Sem os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara, o governo discute adiar a votação, prevista para amanhã (3), da medida na comissão especial que discute o assunto. Agora a tendência é que o colegiado só aprecie o texto na semana que vem ou até mesmo na seguinte.

O presidente Michel Temer recebeu ministros e parlamentares ontem para discutir a proposta, que tem rejeição de 71% dos brasileiros segundo o Datafolha.

O Planalto diz acreditar ter garantidos 20 votos para aprovar a proposta na comissão. No entanto, integrantes do governo admitem que ainda estão longe do apoio necessário para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição.

Para evitar o desgaste de ter que esperar indefinidamente até ter segurança para a votação em plenário, Temer estuda aguardar mais para evitar que um período extenso estimule a base aliada a reivindicar novas flexibilizações.

Contra mais mudanças, os maiores partidos da base, PMDB (64 deputados) e PSDB (46 deputados), fecharão questão em apoio ao relatório na segunda quinzena do mês.

Oficialmente, porém, o governo não admite adamentos. O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou, após a reunião com Temer, que, durante mais de três horas, ministros e líderes fizeram uma avaliação da reforma trabalhista e analisaram o cronograma da semana no Congresso. De acordo com o líder, a aprovação da trabalhista por 296 votos representou uma "vitória maiúscula" e que agora é o "momento de consolidação da base".

Segundo Ribeiro, o governo espera a comissão especial, que continuará a discussão do texto da reforma da previdência amanhã, também mostrará a força do governo e que acredita em uma vitória "expressiva na comissão". "Temos a maioria ampla na comissão, estamos trabalhando ainda com alguns partidos, aquelas dúvidas que há em relação ao texto para ajustar o placar amplamente majoritário", disse. Para ser aprovado na comissão, é necessário ter metade dos votos presentes, desde que haja quórum mínimo de 19 parlamentares.

Além de Temer, Meirelles e Ribeiro estiveram na reunião o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o Ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassay, Ministro da Educação, Mendonça Filho, Ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além de outros parlamentares.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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