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Governo estadual leiloa imóveis
4 de maio de 2016Loteamento Berenguer, bairro da Guabiraba, às margens da BR-101, no Recife. Este é o endereço de dois imóveis que serão leiloados pelo governo do Estado de Pernambuco no próximo dia 18 de maio, às 14h, no Empresarial Rio Mar Trade Center, Pina, com objetivo de aumentar a arrecadação em meio à crise econômica e enxugar custos com manutenção de propriedades atualmente ociosas. O primeiro terreno, com 13 mil m², tem como lance mínimo o valor de R$ 1,8 milhão. O outro, um pouco maior, com dimensões de 15,6 mil m², começa a ser negociado a partir de R$ 2,12 milhões. Intermediações serão realizadas pela leiloeira Roberta Albuquerque, do Lance Certo Leilões.
É a primeira vez que o Estado decide vender imóveis para acertar as contas públicas. Neste primeiro momento de negociações, a expectativa de arrecadação é entre R$ 4 milhões e R$ 6 milhões. Até o final do ano, outros 20 imóveis também devem ser vendidos – seis já receberam autorização, gerando incremento total de R$ 30 milhões aos cofres do governo. "Pernambuco tem um patrimônio muito grande e alguns dos imóveis estão sendo considerados inservíveis, ou seja, apenas geram custo para os cofres públicos através do pagamento de impostos e diversas taxas e não dão retorno. Por isso a decisão de vender", afirma o secretário executivo de administração José Augusto Bichara Filho.
Outra questão levantada como motivo para o leilão dos imóveis foi a crise econômica nacional, que compromete a arrecadação estatal e fragiliza o orçamento público. "Graças a este quadro que atinge todo o País, enxergamos que a melhor saída é vender os imóveis, o que, além de melhorar a arrecadação, acaba enxugando também os gastos com manutenção das propriedades. E como se tratam de patrimônios públicos, a venda só pode acontecer através de leilão, por isso a comercialização nesta modalidade", aponta Bichara.
Importante ressaltar que, nos dois imóveis, existe um débito com a Prefeitura do Recife (PCR) relativo ao pagamento da Taxa de Limpeza Pública. Os valores são de R$ 111.476,18 para o terreno maior e de R$ 31.282,01 para o de menor tamanho. As quantias foram levantados pela Secretaria de Administração na data de ontem (3) e deverão ser quitadas por quem arrematar as propriedades. "Está especificado no edital do leilão que o comprador que adquirir os imóveis precisará arcar com o pagamento das taxas atrasadas, e não o governo do Estado", afirma o secretário.
De acordo com a leiloeira do Lance Certo Roberta Albuquerque, quem estiver interessado em adquirir os terrenos e não puder comparecer ao endereço das negociações na data do leilão também pode dar seus lances através da internet. Basta acessar o endereço www.lancecertoleiloes.com.br/ e realizar um cadastro até três dias úteis antes da data das negociações (no caso, dia 18 de maio). Outra questão é que o comprador poderá parcelar o imóvel adquirido em até seis vezes.
Fonte: Jornal do Commercio
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