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Governo Dilma apela à oposição e ao mercado financeiro

27 de julho de 2015

A política e a economia avisam: no segundo semestre a crise vai se agravar. Porque o primeiro semestre ainda veio no embalo, embora trôpego, do ano passado, quando não havia ainda clareza para muita gente sobre o tamanho do problema. Agora não. Empresas, famílias, trabalhadores e o poder público já estão imersos em problemas. E a saída não vem este ano.

Só no Estado, os primeiros seis meses trouxeram 65 mil demissões. De 185 municípios pernambucanos, mais de 130 ultrapassaram o teto de gastos com pessoal fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sem falar no governo do Estado, que rompeu o limite prudencial e travou reajustes dos servidores. São partes de um mesmo todo.

Isso explica o derretimento da aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), hoje em 7,7%, de acordo com a pesquisa CNT/MDA. Com uma popularidade baixa desse jeito e com o caixa vazio, a presidente desapareceu.

Adicione a isso os frequentes desdobramentos da Lava Jato, problemas no Congresso e processos que tramitam no Tribunal de Contas da União (TCU) e Justiça Eleitoral.

Isso justifica os ministros de Dilma fazendo apelos nas duas frentes, política e econômica. Ontem, o ministro Pepe Vargas considerou positiva a possibilidade de a presidente Dilma encontrar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pela governabilidade do Brasil. Do outro lado, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) telefonaram para investidores, para passar uma mensagem positiva enquanto se discute o rebaixamento da “nota de credibilidade” do País.

Nos dois casos, restou ao governo Dilma o apelo direto. Não no ponto do então presidente Fernando Collor, que, em agosto de 1992, pediu na TV para a população ir às ruas em seu apoio. Mas dá a medida da crise.

Fonte: Pinga-Fogo/Jornal do Commercio

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