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Governo antecipa pagamento do 13º

26 de outubro de 2007

Os servidores do Estado vão saber hoje o calendário de pagamento do primeiro semestre do próximo ano, bem como a data de pagamento do 13º salário, que será antecipado para a primeira quinzena de novembro. O anúncio será feito pelo governador Eduardo Campos, em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas, tendo em vista o Dia do Servidor, celebrado no domingo. Na ocasião, o governo também divulgará o programa de habitação para os funcionários. A divulgação antecipada do calendário de todo um semestre foi introduzida este ano. Em julho, o secretário de Administração, Paulo Câmara, anunciou o cronograma para a segunda metade deste ano, mas sem previsão para a gratificação natalina. O governo, porém, prometeu que pagará o 13º salário ainda este ano.

“A antecipação das datas gera uma grande expectativa e tranqüilidade porque os servidores podem programar suas contas. Também achamos importante a redução do calendário”, ressaltou Renilson Oliveira, coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Estado (Sindserpe). O sindicalista explica que o pagamento hoje é feito até o segundo dia útil do mês subseqüente, quando nos anos anteriores era realizado em mais tempo. Oliveira foi pego de surpresa pela divulgação do calendário para o primeiro semestre de 2008. “Agora seria importante que o governo conseguisse terminar o pagamento até o 30º dia de cada mês. Se isso acontecer, ele estará atendendo a uma reivindicação de quase dez anos”, cobra.

Hoje, o governo também anuncia o programa de acesso ao crédito para habitação dos servidores públicos. Oliveira comentou que, em conversa com os sindicatos, o governo informou que esse crédito será consignado em folha de pagamento, voltado para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos e será oferecido pela Caixa Econômica Federal. “A idéia inicial era financiar 100% do imóvel”. Apesar dos alardes realizados pelo novo governo, de que tinha herdado uma herança negativa da administração anterior, os anúncios demonstram folga de caixa. Anteontem, o secretário da Fazenda, Djalmo Leão, esteve na Assembléia Legislativa, quando tentou argumentar que o superávit de R$ 973 milhões obtido ao longo do ano já estavam comprometidos com despesas futuras.

Fonte: Jornal do Commercio

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