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Governadores do NE querem moratória

20 de maio de 2016

No encontro dos governadores do Nordeste, realizado ontem em Maceió, Alagoas, os gestores da região prepararam uma carta na qual pediram a moratória de um ano no pagamento da dívida dos Estados com a União, reforçando o pleito de governadores de outras regiões do País. Ao longo do fórum, o primeiro realizado sob o governo interino de Michel Temer (PMDB), eles listaram demandas já feitas anteriormente na gestão Dilma Rousseff (PT). Os governadores também se mostraram contrários ao fim do Ministério da Cultura e sugerem sua recriação.

"Os governadores se reuniram diante desse novo momento que o Brasil vive para debater questões que são fundamentais para ajudar o País a voltar a crescer e se desenvolver. São questões como operações de crédito para os Estados, porque é fundamental ter o destravamento dessa pauta no âmbito do ministério da Fazenda, priorização de obras hídricas, a discussão do subfinanciamento da saúde, e uma política de segurança pública que chegue a todos", destacou o governador Paulo Câmara (PSB).

O socialista pontuou que o governo federal precisa dar uma atenção maior à ajuda na área de Saúde. "Muitos leitos de hospitais estão sendo fechados por falta de recursos para a manutenção. Isso tem agravado a questão da saúde pública dos Estados e municípios", comentou.

Para Paulo, é preciso que o governo federal esteja aberto ao diálogo com os governadores nordestinos. Na gestão Dilma Rousseff, a falta de comunicação era uma das maiores críticas do socialista. "Há um conjunto de ações que precisam ter toda uma sequência de debates e decisões para que os Estados possam se planejar diante dos desafios e das dificuldades dessa crise, que é grande e fez o Brasil fazer um recuo. Estamos em uma recessão sem precedentes com desemprego e inflação. Os governadores querem ajudar o Brasil colocando na mesa um conjunto de ações que no nosso entendimento são importantes para destravar a questão do emprego e da renda", falou.

CULTURA
Embora tenha defendido o afastamento de Dilma e seja simpático ao governo interino, Paulo Câmara corroborou as críticas ao fim do ministério da Cultura. Assim que assumiu o comando do País, o peemedebista ordenou que a pasta fosse incorporada pelo ministério da Educação, hoje chefiado por Mendonça Filho (DEM).

Até a semana passada, o democrata integrava a base de apoio do governador pernambucano. No entanto, tendo como pano de fundo as eleições para prefeito do Recife, o socialista "desalojou" o DEM do seu governo e pediu os cargos ocupados pelo partido. Além dos democratas, Paulo também pediu que o PSDB devolvesse os postos ocupados na administração estadual.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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