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Freio no reajuste de servidores

23 de agosto de 2016

O governo do presidente interino, Michel Temer, não deverá mais apoiar propostas que tratem de aumento salarial para servidores públicos. De acordo com o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), está na hora de segurar essa questão.

"O que passou, passou. Agora é o momento de segurar um pouco essa questão de reajuste. O País precisa aprovar suas reformas estruturantes e mostrar o compromisso com o combate ao déficit público", afirmou após participar de um almoço com Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes partidários. O encontro aconteceu na residência oficial da Câmara.

Nos últimos meses, o Congresso aprovou um pacote de reajustes para diversas categorias do funcionalismo, com impacto de R$ 58 bilhões. A medida foi criticada por diversos setores da sociedade e foi vista com desconfiança por aumentar os gastos públicos no momento em que o País enfrenta uma grave crise econômica e tem uma estimativa de déficit de R$ 170,5 bilhões para o próximo ano.

O ministro, no entanto, não esclareceu se o aumento para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que já está sendo analisado pelo Senado, prosseguirá ou não

A proposta eleva os salários de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que eleva o teto remuneratório do funcionalismo público em todo o País.

Há um mês, o governo enviou ao Congresso projetos de lei que tratam do reajuste salarial de algumas categorias como auditores e analistas da Receita Federal e da Polícia Federal. Essas matérias estão em análise na Câmara e ainda não foram deliberados

Durante o encontro, Temer fez um apelo aos líderes partidários para que eles mobilizem os deputados para as votações nos próximos meses. O governo teme que, com o avanço das campanhas eleitorais em todo o País, o Congresso possa ficar esvaziado, inviabilizando a aprovação de medidas importantes, como as reformas trabalhista e previdenciária.

O presidente renovou esse pedido que ele já tem feito. Ele quer o engajamento da base para mostrar que ela está participando do governo. "Precisamos dar uma demonstração clara para o País da nossa administração", disse.

ESTADOS 
Há duas semanas os deputados aprovaram o texto base da medida de renegociação da dívida dos Estados, mas ainda precisam decidir sobre destaques apresentados ao texto, que podem mudar seu conteúdo. O governo, no entanto, vai atuar para derrubar essas mudanças.

Entre elas, está uma proposta que significa o repasse de mais recursos para Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O governo, no entanto, quer tratar separadamente da questão.Na semana passada, o presidente se reuniu com governadores do Nordeste, Centro-Oeste e Norte que apresentaram algumas alternativas. A equipe econômica vai se pronunciar em dez ou 15 dias.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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