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Freio na venda dos imóveis
16 de outubro de 2013O mercado imobiliário do Recife, assim como outras regiões metropolitanas nordestinas, desacelerou no primeiro semestre. Pesquisa divulgada ontem pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com 11 estados brasileiros mostra que as vendas de imóveis residenciais novos, de janeiro a junho deste ano, caiu 9% ante o mesmo período de 2012. O levantamento mostra que o desempenho da RMR vai na contramão do resultado nacional, que teve um aumento de 13% nas vendas do período, com 54,2 mil unidades comercializadas.
Das quatro capitais nordestinas analisadas, Salvador foi a que mostrou a menor variação (3%), seguida de João Pessoa (5%). O resultado do Recife só não ficou abaixo do registrado em Fortaleza, já que na capital cearense a forte queda na comercialização de unidades novas atingiu 32%. Belo Horizonte seguiu os nordestinos, com queda de 16%. Já Goiânia repetiu o percentual do Recife (9%) e Porto Alegre teve redução de 4% entre janeiro e junho deste ano.
Apesar da retração no Grande Recife, o índice foi considerado normal pelos representantes do setor. “Em 2013, deve prevalecer um equilíbrio nas vendas de imóveis novos, já que o boom ocorreu em 2010, com a venda de estoque e lançamentos entregues neste ano. Em 2011 e 2012, o mercado mostrou estabilidade de preços”, destacou José Antônio de Luca Simon, vice-presidente do Sindicato da Habitação de Pernambuco (Secovi-PE).
A opinião foi endossada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). Segundo o órgão, o Índice de Velocidade de Vendas (IVV), que serve de termômetro para as empresas, foi de 11,2% entre janeiro e agosto, o que mostra “um mercado aquecido”. O indicador está abaixo da média histórica, de pouco mais de 14%.
Lançamentos
Segundo a pesquisa do Secovi-SP, até junho foram lançadas 3,8 mil unidades residenciais no Grande Recife, uma queda de 17% frente ao resultado do primeiro semestre de 2012, quando os lançamentos foram calculados em 4,6 mil. “É provável que o percentual das vendas de imóveis novos se eleve até dezembro, pois os produtos do tipo flats estão em ascensão no Grande Recife”, ponderou Alexandre Mirinda, presidente do conselho consultivo da Ademi-PE.
Na avaliação do Secovi-SP, o resultado nacional foi puxado, principalmente, pelas elevações registradas na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro, com índices de 39% e 8% nas vendas, respectivamente. A participação dessas regiões no mercado imobiliário brasileiro aumentou de 51% para 61% somente nos seis primeiros meses de 2013. Em São Paulo, foram comercializadas 28,7 mil unidades.
Vale lembrar que, em setembro, o Índice FipeZap – que avalia o valor dos imóveis prontos, à venda, na internet – mostrou um aumento de 1,3% no preço do metro quadrado no Recife, frente a agosto. De acordo com a pesquisa, o metro quadrado da cidade custa, em média, R$ 5.617. No acumulado do ano, a alta atingiu 9,8%.
Fonte: Diario de Pernambuco
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