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Freio a pacote de bondades

14 de junho de 2017

Apesar das pressões de sua equipe política, o presidente Michel Temer resiste à adoção imediata de propostas de estímulo à economia que possam aumentar o rombo das contas públicas, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

O Palácio do Planalto foi alertado pelo Ministério da Fazenda de que medidas consideradas muito flexíveis, em oposição ao discurso de austeridade do ajuste fiscal, poderiam deteriorar o que ainda resta de credibilidade do governo diante do mercado. Temer pediu que seus auxiliares ampliem os estudos sobre propostas para retomar o consumo, aumentar a renda da população e estimular investimentos, mas avisou que nenhuma decisão será tomada até que ele volte de uma viagem oficial à Rússia, em 23 de junho.

Os principais conselheiros políticos de Temer insistem na adoção de um “pacote de bondades” para ajudar o presidente a melhorar sua popularidade em meio à crise aberta a partir da delação da JBS.

Essa área do governo trabalha principalmente com propostas de alívio no Imposto de Renda para pessoas físicas, como a redução de alíquotas e o aumento da parcela da população que fica isenta de pagar o tributo. A Fazenda, entretanto, considera impossível a adoção de medidas que representem perda de arrecadação, no momento em que o governo já tem dificuldades para cumprir a meta fiscal – que prevê um déficit de R$ 139 bilhões este ano.

Para a equipe econômica, propostas de flexibilização das contas públicas dariam ao mercado um sinal de desvio das premissas do ajuste fiscal, uma vez que os investidores já lançam dúvidas sobre o avanço da agenda de reformas do governo. A credibilidade de Temer diante do mercado tem como pilares a política de austeridade do ministro Henrique Meirelles (Fazenda).

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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