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FMI prevê o Brasil crescendo menos

25 de abril de 2014

RIO – Um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que o Brasil deve encerrar este ano com taxa de crescimento menor do que a média mundial, da América Latina e dos países emergentes e que, mesmo com a alta dos juros, a inflação ficará próxima do teto da meta fixada pelo governo. De acordo com o estudo "Perspectivas econômicas das Américas, desafios crescentes", a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, total das riquezas produzidas) será de menos de 2%, contra 2,5% na América Latina, 3,5% na média mundial e 4,9% nos países emergentes.

O FMI também destaca que as chuvas abaixo da média, que vem ocorrendo no Brasil desde o ano passado, levaram o governo a arcar com o custo da energia de substituição hidrelétrica com potência térmica mais cara e repasses de recursos para as empresas. "O setor de energia elétrica pode absorver subsídios por algum tempo, mas ao custo de menor investimento e , em última análise , a capitalização, o que terá consequências para o resto da economia e , em última instância , para as finanças públicas", ressalta o texto.

De acordo com o FMI, a atividade econômica do Brasil é limitada "por restrições de fornecimento no mercado interno, especialmente na área de infraestrutura e pelo baixo crescimento do investimento privado." Estes itens, diz o texto, parecem refletir a perda de competitividade, a queda na confiança dos empresários e o aumento no custo dos financiamentos.

O relatório também afirma que o ajuste da política monetária (alta dos juros) não será capaz de tirar a inflação do teto da meta (6,5%) por causa da limitada capacidade de produção, da inflação inercial e do impacto da alta do dólar sobre os preços no mercado doméstico.

No aspecto fiscal, o texto destaca que países como Brasil, Chile, Colômbia , El Salvador e México adotaram política anticíclica nos últimos anos, ou seja, utilizaram os gastos públicos ou isenção de impostos para estimular o crescimento. E chama a atenção para atributos importantes para a política fiscal sólida, como sustentabilidade, transparência e eficiência fiscal, que devem ser reforçados.

O relatório afirma que o crescimento mundial ganhou força no segundo semestre do ano passado e deve aumentar ainda mais neste ano, impulsionada pela recuperação das maiores economias do mundo.

Fonte: Jornal do Commercio

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