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Fiscais vão impedir retorno de ambulantes

15 de outubro de 2013
Oito fiscais de rua da Companhia de Serviços Urbanos do Recife (Csurb) se revezarão para impedir a volta do comércio informal na Ponte da Boa Vista, conhecida como Ponte de Ferro, a partir de hoje. Ocupada por ambulantes desde a década de 1980, o passeio agora está liberado para os pedestres. Os 90 comerciantes foram transferidos para uma área cercada por gelos-baianos na Avenida Dantas Barreto, em frente ao Camelódromo. Com a desobstrução, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) promete iniciar hoje a recuperação do guarda-corpo. Até o fim do ano, a previsão da Emlurb é requalificar todas as pontes do Centro do Recife.
 
“O mais importante é devolver o espaço público para a população. Na prática, a ação também tem impacto positivo para os turistas”, informou o gerente geral de Operações da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano, Flávio Romarico. A desobstrução da Ponte da Boa Vista aconteceria em 30 de setembro, mas por conta das vendas do Dia das Crianças foi remarcada para ontem. A operação mobilizou 40 fiscais da Csurb e da Secretaria Executiva de Controle Urbano (antiga Dircon), um caminhão, duas viaturas da Guarda Municipal, uma da PM e duas da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). A fiscalização começou nas primeiras horas da manhã.
 
A força-tarefa de reordenamento do Centro foi iniciada em abril e já liberou 13 pontos. O serviço de recuperação do guarda-corpo da Ponte da Boa Vista custará cerca de R$ 30 mil e ficará pronto em até 35 dias. A raspagem da pintura atual será feita pela Emlurb. Uma empresa ainda não escolhida pela prefeitura fará a nova pintura do guarda-corpo. “Essa é a primeira ponte do Centro que será requalificada. É um trabalho simples. Faremos a raspagem, o nivelamento e, em seguida, a pintura”, explicou a diretora de Manutenção Urbana da Emlurb, Fernandha Batista. 
 
A ação repercutiu de forma positiva entre os pedestres. Ontem, a dona de casa Cláudia da Silva, 34, não precisou levar o filho nos braços para cruzar a ponte. “Fiquei surpresa. Era impossível caminhar com ele aqui antes”, afirmou. Com a mudança, os comerciantes foram levados para a Avenida Dantas Barreto. Os espaços destinados aos vendedores foram demarcados com tinta branca e têm 1 m2. O vendedor Jefferson da Silva, 22, comercializa camisas e broches. “O movimento aqui é mais fraco do que na ponte e há a concorrência com o Camelódromo. O benefício é a divisão da área. Ficou mais organizado”, disse. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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