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Feijão e leite puxam inflação

11 de agosto de 2016

A inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou em julho, passando dos 0,35% registrados em junho para 0,52%. Um pouco acima do esperado pelo mercado. A expectativa era que fechasse em 0,45%.

Em julho de 2015, a taxa foi de 0,62%. Nos doze meses encerrados em julho, a inflação ficou em 8,74%, desacelerou frente aos 8,84% registrados no acumulado até junho. Já nos sete primeiros meses do ano, acumula alta de 4,96%, ultrapassando a meta da inflação para o ano estabelecida pelo Banco Central (BC), que é de 4,5%.

O principal impacto no IPCA de julho, de 0,34 ponto percentual, veio do grupo alimentos e bebidas, com variação de 1,32%, muito acima da inflação média geral.

Essa é a maior taxa para o grupo no mês de julho desde 2000, quando atingiu 1,78%. No ano, a alta acumulada já está em 8,79% para alimentos e bebidas. Nesse grupo, a maior contribuição individual (impacto de 0,19 ponto percentual) para a alta da inflação geral veio do leite, que teve aumento de preços na ordem de 17,58%.

O feijão mulatinho (também chamado de carioca) veio em segundo lugar, com alta de 32,42% e impacto de 0,13 ponto percentual. O feijão preto também subiu, passando a custar, em média, 41,59% a mais, enquanto que o mulatinho teve acréscimo de 18,89% no preço e o fradinho 14,72%. Outro alimento básico do brasileiro, o arroz, também teve alta destacada pelo IBGE, de 4,68% em julho.

De acordo com Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, o feijão e o leite foram os principais responsáveis pela aceleração da inflação geral em julho, frente ao mês anterior.

Outros alimentos, no entanto, deram um alívio para o bolso, como a cebola, que registrou queda de 28,37% nos preços em julho e a batata inglesa, cujos preços caíram 20%.

Segundo Eulina, a magnitude da alta de julho nos preços dos alimentos surpreende, tendo em vista que, historicamente, é um mês em que se registram deflações.

O feijão mulatinho, o mais consumido pelos brasileiros, já acumula alta de 150,61% em 2016. Se o ano acabasse em julho, essa seria a maior inflação para este alimento registrada em toda a série histórica, iniciada em 1995. E vem puxando os preços dos outros tipos de feijão para cima. "As pessoas acabam buscando outros tipo de feijões e aumentam a procura por eles, elevando seus preços", analisa Eulina. A safra do feijão carioca foi prejudicada por chuva na época do plantio e seca mais para frente, além de uma praga.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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