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Fazendários realizam segundo protesto
26 de maio de 2009O descontentamento com a falta de proposta de revisão salarial para este ano, além do descumprimento do acordo na negociação de 2008, fez com que os auditores fiscais do Estado partissem ontem para o segundo dia de protesto. As Agências da Receita Estadual (Ares) funcionaram durante uma hora apenas, ao contrário das cinco horas normais. Com isso, a média de atendimento ao contribuinte caiu de 100 pessoas para cerca de 15. Os postos fiscais também suspenderam o recebimento de notas fiscais para liberação de mercadorias transportadas pelos caminhoneiros por duas horas.
Segundo o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado de Pernambuco (Sindifisco), José Pessoa Lins, a categoria reforça que no dia 1º de junho vai parar durante 24 horas, com os postos fechando o atendimento durante seis horas. “O que estamos cobrando foi negociado ainda no ano passado. Se o governo diz que vai manter os acordos firmados em 2008 ele deve nos atender”, disse o auditor.
Na última sexta-feira, o secretário de Administração, Paulo Câmara, informou que os pleitos deste ano não serão atendidos devido a queda da receita do Estado estimada em R$ 600 milhões. Mas, segundo ele, tudo que foi acertado em anos anteriores será mantido e atendido pelo governo.
METAS
Os auditores têm se queixado também da redução nos salários provocada pelas metas de arrecadação que, segundo Pessoa Lins, ainda estão altas para um período de crise. “A redução na renda tem sido de uma média de 17%”, diz ele. Hoje, o salário médio de um auditor já com anos de carreira chega a R$ 15 mil. Parte desse valor vem como gratificação por atingir metas estabelecidas de arrecadação tributária. Os servidores dessa pasta queixam-se da falta de contato com o secretário da Fazenda, Djalmo Leão, que, segundo eles, reuniu-se pela última vez com a categoria no dia 28 de abril.
Os auditores querem a manutenção da paridade salarial entre ativos e inativos e melhores condições de trabalho. A categoria reclama que ainda existem postos fiscais funcionando dentro de um trailer, sem segurança e sem condições apropriadas. Os auditores chegam a ficar sem policiamento em pontos considerados perigosos do Sertão.
Fonte: Jornal do Commercio
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