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Fazenda quer limite para gasto em lei

4 de agosto de 2016

O governo federal vai agir em três frentes para garantir que os Estados tenham de limitar o crescimento dos seus gastos à inflação nos próximos anos. De acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o acordo fechado com os governadores para aliviar o pagamento das dívidas com a União prevê, por exemplo, legislações estaduais que assegurem esse limite por um prazo de pelo menos dez anos. 

Ao mesmo tempo, o governo federal não abre mão de que o projeto de renegociação das dívidas estaduais (PLP 257), que deve ser votado na próxima semana, garanta essa mesma limitação pelos próximos dois anos, período em que os Estados terão um alívio no pagamento de suas prestações de R$ 50 bilhões. 

Em uma terceira frente, o ministro afirma que pode ser feita uma alteração na emenda constitucional que limita o crescimento do gasto federal à inflação (PEC 241) para incluir os Estados. 

Segundo Meirelles, o contrato preliminar da renegociação, assinado recentemente, prevê o corte de benefícios no pagamento da dívida para governadores que não aprovarem as leis estaduais. 

O ministro alterou sua agenda e voltou à Brasília ontem, ao invés de seguir do Rio de Janeiro para São Paulo, como estava previsto, para tratar do projeto de renegociação das dívidas estaduais, que se tornou um dos primeiros entraves ao ajuste fiscal. 

O adiamento na votação do texto na Câmara na terça¬feira (2) provocou dúvidas no mercado sobre a capacidade do governo de aprovar as medidas de ajuste nas contas públicas. Meirelles reafirmou que o governo não recuou ao aceitar tirar do projeto de renegociação a nova definição sobre o que é gasto com pessoal para cumprimento do limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 

O ministro disse ainda que o governo não está preocupado com o prazo para votação do projeto. "Evidentemente, quanto mais cedo for aprovado ao projeto, melhor. Mas isso não tem nenhum efeito de curto prazo." 

Procurado para saber como o governo estadual iria se comportar diante da iniciativa do ministério, o secretário da Fazenda, Marcelo Barros, disse que precisa se aprofundar mais sobre o assunto. "Tenho que ver como é a proposta (da legislação estadual). Não tenho elementos ainda para avaliar", disse.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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