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Famílias estão mais endividadas
27 de março de 2015Apesar das perspectivas negativas da economia, a tendência para 2015 é que menos famílias permaneçam inadimplentes. Ainda assim, o número de pessoas que acumula dívidas em março deste ano é alto. Dados divulgados ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) colocam a região Nordeste em quarto lugar na relação total de endividados (67,5%) à frente da região Sudeste, com 46,8%. A média nacional do mês ficou em 59,6%.
No acumulado do ano até agora, o Nordeste tem 20,3% das famílias com contas em atraso, atrás das regiões Norte (28%) e Sul (22%), e acima da média nacional de 17,7%. Entre as famílias nordestinas com contas em atraso, 7,7% admitem não ter condições de pagar. Isso pode fazer com que elas recorram a financiamentos ou empréstimos, comprometendo o orçamento a longo prazo.
O grande vilão do endividamento em todo o país continua sendo o cartão de crédito. O Nordeste é a região que mais contrai dívidas com o uso do dinheiro de plástico, chegando a 85,8% em março, acima da média nacional de 73,4%. Educadores financeiros costumam recomendar um cuidado maior sobre o cartão de crédito – por conta das facilidades que são oferecidas, o consumidor muitas vezes nem calcula o tamanho do prejuízo que virá a seguir e acaba se enrolando no rotativo.
No panorama nacional, a tendência é de queda, apesar de alguns percentuais terem sido superiores aos registrados em fevereiro. “Tivemos a segunda alta consecutiva de famílias endividadas, que foi de 57,8% em fevereiro para 59,6% em março. Por outro lado, é um número menor que os 61% de março de 2014”, afirma a economista da CNC Marianne Hanson.
O mesmo vale para as famílias com contas em atraso, cuja percentagem aumentou de 17,5% em fevereiro para 17,9% em março – inferior aos 20,8% registrados em março do ano passado. “A tendência para 2015 é realmente de baixa”, afirma Marianne. “Em março as famílias sofreram uma série de reajustes e gastos extras. É algo sazonal, típico do período.” Para a economista, as famílias não se programaram para esses gastos ou não esperavam que eles fossem tão altos, mas o cenário deve se normalizar nos próximos meses.
Fonte: Diario de Pernambuco
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