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Expectativa de juros derrubam o dólar

27 de julho de 2016

Os mercados globais mantiveram o ritmo de cautela ontem, à espera das reuniões de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) e do BC do Japão. No Brasil, a moeda americana recuou e os juros futuros de curto e médio prazo avançaram, influenciados pela ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que reforçou a percepção de que um corte da taxa básica de juros (Selic) pode demorar. O Ibovespa fechou em leve baixa, pressionado pelos papéis da Petrobras e do setor financeiro.

O dólar fechou em baixa de 0,51%, a R$ 3,2706, enquanto o dólar comercial recuou 0,66%, a R$ 3,2710, apesar de mais uma ação do BC no câmbio.

A autoridade monetária leiloou mais 10.000 contratos de swap cambial reverso (equivalente à compra futura de dólares), no montante de US$ 500 milhões. Na avaliação do profissional, a tendência é de que a moeda americana permaneça nesta faixa até uma definição sobre o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. O julgamento de Dilma no Senado está previsto para o fim de agosto. Além disso, na ata divulgada, o Copom afirmou que a inflação tem recuado a uma velocidade “aquém da almejada”.

O Ibovespa manteve-se no campo positivo durante quase toda a sessão, mas perdeu fôlego e acabou fechando em baixa de 0,16%, aos 56.782,75 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,2 bilhões.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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