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Estado zera fila por transplante de córnea

26 de setembro de 2013
 BRASÍLIA – Pernambuco conseguiu acabar com a espera para a realização de transplante de córnea. Ao lado de Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e do Distrito Federal, no Estado o tempo que o paciente aguarda pela cirurgia é praticamente nulo, já que a capacidade instalada dos serviços especializados e a quantidade de doações são suficientes para atender a demanda atual.

Com a demanda baixa por córneas, houve redução de 6% no total de transplantes no País, na comparação do primeiro semestre de 2013 (11.569 transplantes) com o mesmo período de 2012 (12.342 transplantes). São alguns dos dados divulgados no balanço apresentado ontem pelo Ministério da Saúde.

 
Os dados do ministério revelam ainda que em outros sete Estados (Acre, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Sergipe, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Minas Gerais) a espera por transplante de córnea foi reduzida com tendência a zerar as listas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mostrou que, além dos avanços nas cirurgias de córnea, os novos dados revelam o aumento de transplante de grande complexidade – crescimento de 35% nas cirurgias de coração e pulmão, entre os anos de 2010 e 2012, e de 12% para transplante de fígado, no mesmo período.
 
Padilha destacou ainda a expansão dos serviços e a criação de incentivos financeiros para estimular a doação de órgão, acrescentando que, desde 2011, o ministério tem adotado medidas para regionalizar a oferta de cirurgias nos Estados que antes não contavam com serviços transplantadores, como no Norte e Nordeste.
 
REDUÇÃO
Segundo Padilha, redução de 6% no número de transplantes em 2013 é resultado de um avanço: a diminuição das filas para transplantes – especificamente no caso do transplante de córnea – que representa 60% do total.
 
No País, o número de transplantes de córnea caiu 13% no período, enquanto o de órgãos sólidos (pulmão, coração, pâncreas, rim e fígado) cresceu 3,8%.
 
O número de doadores também vem aumentando. Em 2003, havia 6,5 doadores para cada 1 milhão de habitantes. Em 2013, essa taxa subiu para 13,5. De 2010 a 2013, a fila de espera para todo tipo de transplantes caiu de 59.728 para 38.759 pessoas.

Fonte: Jornal do Commercio

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