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Estado vai segurar os gastos este ano

12 de janeiro de 2011

 

O Governo do Estado vai pisar no freio do crescimento dos gastos da máquina pública. Após um aumento no ano passado de cerca de 20% nas chamadas despesas de custeio (água, energia, serviços de telefonia, papel, combustível, limpeza, entre outros), a meta para 2011, primeiro ano da segunda gestão de Eduardo Campos, é crescer apenas 6%. O aviso do Poder Executivo de que a nova ordem é transformar “gasto ruim” em investimento foi dado logo na primeira semana deste ano.

Aperto servirá para dar conta do volume de aportes necessários para preparar o Estado para uma nova realidade sócio-econômica. Ou seja, mais infraestrutura, qualidade e capacidade nos serviços de saúde, segurança e educação, por exemplo. A segunda razão, mais financeira, é que, em 2010, houve um déficit de R$ 400 milhões nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que são promovidos pelo governo federal.

Para se ter uma ideia do volume de gastos previstos pelo executivo pernambucano para 2011, basta ver que, apenas em janeiro, está previsto desembolso de R$ 352,8 milhões para despesas correntes. No ano, de acordo com a Programação Financeira do Estado, publicada no Diário Oficial do último sábado, dia 8, o custeio da máquina chega a R$ 7,8 bilhões.

De acordo com o secretário-executivo de Planejamento e Gestão, Edilberto Xavier, o aumento de dois dígitos registrados no ano passado foi bastante influenciado pela entrada em funcionamento dos novos hospitais Dom Hélder Câmara e Miguel Arraes e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que só em parte são financiadas pela União.

O crescimento de 20% tem um impacto ainda maior quando visto que de 2009 para 2008 a alta foi de apenas 1,3%, muito em função do solavanco nas contas públicas provocado pela crise econômica mundial. “O fato é que a programação de gastos do governo estadual está bem mais comprimida para as despesas de custeio em 2011”, resumiu Xavier.

Fonte: Jornal do Commercio

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